2005-08-08

Subject: Tolerância do DDT tornou moscas mais aptas?

 

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Tolerância do DDT tornou moscas mais aptas?

 

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As moscas da fruta resistentes ao DDT têm uma vantagem adaptativa, mesmo quando já não estão a ser pulverizadas com o pesticida.

A utilização generalizada de DDT sobre as culturas nos anos 50 levou ao surgimento de resistências em muitas espécies de insectos.

A descoberta vai obrigar a um repensar da forma de lidar com os insectos que desenvolveram resistência aos produtos químicos e pode ajudar a explicar a persistência dos mosquitos transportadores de malária resistentes.

Os cientistas pensavam que mutações que tornam os insectos resistentes aos pesticidas têm alguns custos para a saúde geral do animal, logo, na ausência dos pesticidas, as moscas que não têm esses problemas devem ter vantagem competitiva sobre as resistentes, conduzindo à eliminação dos genes da resistência.

Para testar esta hipótese, Caroline McCart da Universidade de Bath, Reino Unido, colocaram moscas resistentes ao DDT a enfrentar moscas normais em laboratório.

As moscas resistentes transportavam um gene designado Cyp6g1, responsável pela produção de uma proteína que se pensa ser capaz de degradar o DDT em produtos menos tóxicos, permitindo às moscas sobreviver a doses superiores do pesticida, explica McCart. Este gene era a única diferença entre as populações de moscas.

Surpreendentemente, as moscas resistentes produzem cerca de três vezes mais ovos que as não resistentes, relatam os investigadores na edição mais recente da revista Current Biology. Nas primeiras etapas do desenvolvimento das larvas e dos ovos, as moscas não resistentes tinham apenas 70% da viabilidade das resistentes, que tinham herdado os genes das suas mães.

 

"Mostrámos que é possível que a resistência surja sem qualquer custo para os animais", diz McCart. A equipa considera que o mesmo pode ser verdade para outros organismos, incluindo bactérias que se tornaram resistentes aos antibióticos. Isto explicaria porque a redução no uso de antibióticos não não seria suficiente para nos vermos livres dos micróbios resistentes.

A equipa não sabe por que motivo as moscas resistentes são mais aptas, ou porque é melhor para elas herdar o gene da mãe e não do pai. Os investigadores pensam que a enzima que degrada o pesticida está de alguma forma envolvida.

A mosca da fruta pode ajudar a responder a questões sobre as populações de mosquitos asiáticas, considera Christopher Curtis da London School of Hygiene & Tropical Medicine. A resistência ao DDT tornou-se um problema na Índia há décadas, diz ele, mas quando as pulverizações acabaram os insectos resistentes não desapareceram. 

"Isto pode ser a explicação para essa situação infeliz." Mas Curtis defende a visão tradicional de que qualquer vantagem adaptativa da resistência não deve ser muito importante na natureza. "Se fosse assim tão grande, seria de esperar que já existisse na maioria dos insectos", diz ele. 

 

 

Saber mais:

Roll Back Malaria

Regional Malaria Information

 

 

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