2005-08-06

Subject: Caranguejos californianos são amantes selectivos

 

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Caranguejos californianos são amantes selectivos

 

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@ Catherine de RiveraAs fêmeas dos caranguejos violinistas californianos devem ser as mais esquisitas a escolher um parceiro no reino Animal, relata a revista Animal Behaviour.

As fêmeas da espécie Uca crenulata verificam rotineiramente mais de 100 machos antes de escolherem um parceiro. Aparentemente, no mundo dos caranguejos violinistas, o tamanho realmente é importante, tanto para o próprio macho, como para o seu lar.

"O tamanho da toca do macho afectará o tempo de desenvolvimento das suas larvas", explica Catherine deRivera, da Universidade da Califórnia. "Uma toca do tamanho exacto permite às larvas sair dos ovos na altura mais segura, durante o máximo da maré cheia nocturna do ciclo bissemanal das marés."

A investigadora deRivera realizou as suas observações no estuário do rio Sweetwater em Chula Vista, ao sul de San Diego, Estados Unidos. Segundo ela, estudos anteriores sobre selecção do parceiro sexual noutro tipo de animais já tinham dado a entender que os caranguejos violinistas eram extremamente selectivos.

"A maioria dos animais apenas analisa alguns potenciais parceiros antes de escolher, provavelmente porque os custos de uma busca mais longa são superiores aos benefícios daí retirados", diz deRivera.

A fêmea de caranguejo violinista média, no entanto, inspecciona cerca de 23 potenciais parceiros e os seus grupos de solteiros antes de seleccionar um feliz vencedor. Uma fêmea particularmente difícil de satisfazer visitou 106 tocas de machos, entrando completamente em 15 delas, durante a sua busca de uma hora e seis minutos.

Os machos dos caranguejos violinistas atraem visitantes permanecendo em frente das suas tocas e brandindo a sua tenaz sobre-desenvolvida, num movimento vagamente semelhante ao humano aceno "por aqui".

 

"Os caranguejos violinistas californianos usam um movimento lateral que se assemelha muito ao gesto humano "vem cá". Este gesto também parece servir como um sinal para as fêmeas de que o macho está interessado, ali em frente da sua toca e agitando a tenaz", diz deRivera.

Uma fêmea que se aproxima, "mede" o macho e, se gostar do que vê, entra, parcial ou totalmente, na sua toca e analisa-a também.

"As aberturas das tocas, que são circulares, são apenas grandes o suficiente para permitir a entrada dos seus donos", explica deRivera. "Os caranguejos entram para as tocas de lado, logo têm que caber nelas da frente para trás e de cima a baixo."

Quando a fêmea encontra um pretendente que lhe agrada, ela ou o seu parceiro tapam a abertura da toca e procede-se ao acasalamento e à incubação dos ovos. Mais tarde, os ovos abrem e libertam as pequenas larvas que são levadas rapidamente do estuário pelas marés nocturnas.

deRivera também descobriu que as fêmeas maiores eram menos esquisitas na escolha do parceiro, principalmente porque não cabiam na maioria das tocas que visitavam. Por isso, eram forçadas a escolher um do número limitado de machos com tocas gigantes.

 

 

Saber mais:

Animal Behaviour

University of California, San Diego

 

 

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