2005-08-04

Subject: Coreia do Sul apresenta primeiro cão clonado

 

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Coreia do Sul apresenta primeiro cão clonado

 

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Snuppy e o cão mais velho que doou uma célula da orelha para a produção do clone

O primeiro cachorro duplicado foi apresentado ao mundo. O seu nascimento foi um verdadeiro feito de engenho e perseverança, mas muitos cientistas questionam o valor do exercício.

O cachorro galgo afegão esteve escondido dos olhares mundiais na Universidade Nacional de Seul na Coreia do Sul desde o seu nascimento há 9 semanas, a partir de uma cadela Labrador retriever amarela. 

O cão transporta exactamente o mesmo DNA que um galgo mais velho, que doou algumas células da orelha aos investigadores.

Este cachorro também é um verdadeiro sobrevivente, pois é o único de 1095 embriões clonados implantados em 123 cadelas a sobreviver saudável até esta idade.

Desde a clonagem de Dolly, a ovelha, há perto de uma década, o campo da clonagem não tem avançado muito, ao contrário do que se previa.

Clonar animais tem-se mostrado difícil e todas as espécies apresentam os seus próprios problemas. Mesmo quando tudo parece estar a correr bem, a maioria dos embriões clonados morrem pois os seus genes expressam-se de forma anormal.

No caso dos cães, o desafio principal reside na colheita dos óvulos. os óvulos caninos deixam o ovário numa etapa muito precoce do seu desenvolvimento e amadurecem à medida que se deslocam para o útero através dos oviductos.

A colheita dos ovos por altura da ovulação e tentar amadurece-los num tubo de ensaio falhou logo os investigadores tiveram que esperar e remover os óvulos através de irrigação das trompas com uma solução apropriada.

Os núcleos destes óvulos foram removidos e substituídos pelo núcleo de uma célula da orelha do doador. As células onde a fusão núcleo/citoplasma foi bem sucedida foram, então, implantadas em cadelas.

O complicado trabalho da equipa foi realizado no laboratório de Woo Suk Hwang, o investigador sul-coreano famoso por criar um embrião humano clonado e respectivas células estaminais. O trabalho na clonagem do cão foi publicado na edição desta semana da revista Nature.

Foi necessária uma equipa de cerca de 15 pessoas e dois anos e meio de tentativas para produzir o cão, baptizado Snuppy (formado a partir der partes das palavras da designação inglesa Seoul National University puppy, ou seja, cachorro da Universidade Nacional de Seul).

 

Snuppy fotografado no laboratório de Woo Suk Hwang na Coreia do Sul 

"É muito querido, todos que o conhecem se apaixonam por ele", diz Hwang, acrescentando que, apesar do cachorro ser exactamente igual ao doador da célula somática, não é claro se as suas personalidades são semelhantes.

O cão doador pertence a um professor de medicina veterinária da universidade, mas o cachorro "pertence a toda a humanidade, não a mim ou ao dono do doador da célula somática", diz Hwang.

Hwang refere que o objectivo ao criar Snuppy foi possibilitar a futura criação de uma linha de cães que possam servir de modelos para certas doenças humanas mas o surgimento de um canil de cães doentes ainda está muito longe, segundo Mark Westhusin, biólogo da reprodução na Universidade do Texas A&M, College Station, famoso por ter clonado um gato.

Westhusin passou três anos a tentar clonar um cão antes de desistir. Segundo ele, o sucesso da equipa coreano, ainda que maravilhoso, pode não ter valido a pena. "É um pesadelo logístico trabalhar com esta espécie. Já sabíamos há muitos anos que era possível mas na realidade, quanto tempo e dinheiro queremos devotar a este projecto?"

Westhusin gostaria de ver trabalho que tornasse o processo mais simples, como o desenvolvimento de um tratamento hormonal para induzir a ovulação canina ou um método para amadurecer os óvulos em tubo de ensaio.

Assim, o presente trabalho impressiona-o mais pela tenacidade teimosa que pela sua novidade. "São um laboratório extraordinário e estou muito feliz por eles mas tudo o que este trabalho diz é que se pode clona rum cão, o que já se sabia há bastante tempo."

 

 

Saber mais:

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