2005-08-02

Subject: Ecstasy alivia sintomas de Parkinson em ratos

 

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Ecstasy alivia sintomas de Parkinson em ratos

 

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A droga ecstasy alivia os sintomas da doença de Parkinson em ratos, descobriu uma equipa de investigadores.

Os cientistas não analisaram o efeito da droga nas pessoas, e não defendem a automedicação. 

"Não queremos dar a ideia que cada doente com Parkinson se deve colocar à esquina para comprar anfetaminas", diz o líder da equipa Marc Caron, biólogo celular da Universidade de Duke em Durham, Carolina do Norte.

Ainda assim, a equipa está esperançosa que a sua descoberta possa apontar para novas formas de tratamento para a doença de Parkinson, uma doença debilitante em que os pacientes perdem a capacidade de controlar as suas acções.

A equipa de Caron estudou ratos geneticamente modificados que não produzem o mediador cerebral dopamina. Tal como nos humanos com baixos níveis de dopamina, estes ratos apresentam sintomas semelhantes aos do Parkinson, como tremores e membros rígidos.

A equipa aplicou vários tipos de químicos aos ratos, procurando drogas que pudessem aliviar esses sintomas. O que funcionou melhor, descobriram eles, foi a metilenodioximetanfetamina (MDMA), uma anfetamina vulgarmente conhecida por ecstasy.

Mas a MDMA não aumentou os níveis de dopamina, dando a ideia de que restabelece o controlo do movimento através de um mecanismo desconhecido, para além do sistema da dopamina.

 

A equipa também descobriu que uma combinação de MDMA e da actual droga para tratamento do Parkinson L-DOPA, uma molécula usada na construção da dopamina, era mais eficiente que qualquer das drogas aplicada isoladamente.

"Estas observações sugerem que talvez baixas concentrações destas anfetaminas, ou outros compostos parecidos, podem potencialmente ser usados como aditivos para a L-DOPA", diz Caron. 

Caron tenciona investigar outras drogas que actuem de forma semelhante à MDMA. Ele não aconselha a administração de MDMA a doentes de Parkinson mas espera encontrar outras moléculas químicas que imitem o seu efeito.

Estes novos resultados são irónicos, dado que há 3 anos um estudo sugeriu que a droga ecstasy poderia causar sintomas do tipo dos sofridos pelos doentes de Parkinson em macacos. 

Mas os investigadores que publicaram esse estudo retractaram-se posteriormente, quando se aperceberam que tinham misturado ecstasy metanfetamina, vulgarmente conhecida por speed.

 

 

Saber mais:

Multidisciplinary Association for Psychedelic Studies

Parkinson's Disease Foundation

Ensaio sobre doença de Parkinson suspenso

 

 

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