2005-07-25

Subject: Nem pestanejes, senão perdes ...

 

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Nem pestanejes, senão perdes ...

 

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Porque motivo o mundo não fica escuro quando pestanejamos? 

Porque uma parte crucial do nosso cérebro se desliga e não detecta a escuridão por trás das pálpebras fechadas, diz uma equipa de neurocientistas.

Pestanejamos cerca de 10 vezes por minuto sem que nos apercebamos de qualquer diferença no que vemos, pelo que há muito que os investigadores suspeitavam que isso se devia a uma inactivação do sistema visual durante essa acção, mas tal nunca tinha sido provado.

Agora, uma equipa do University College de Londres resolveu este quebra-cabeças inserindo uma fibra óptica na boca de pessoas que estavam a usar óculos protectores, que não deixavam passar qualquer luz. A fibra iluminava a parte de trás da retina dos sujeitos, logo eles viam luz durante todo o tempo, mesmo quando pestanejavam. Este facto permitiu aos investigadores distinguir entre os efeitos do acto de pestanejar e a escuridão que causa.

Usando imagens de ressonância magnética dos cérebros dos voluntários, a equipa liderada por Davina Bristow revelou que a actividade na zona do sistema visual conhecida como V3 era suprimida quando os sujeitos pestanejavam. 

A zona V3 é uma de uma série de áreas do cérebro que lida com os sinais enviados pelos olhos e se não estiver activa o pestanejar passa despercebido. "Não se trata de 'preencher' o vazio visual", explica Bristow, "apenas não nos apercebemos dele."

 

Uma inactivação semelhante permite-nos ver uma imagem completa quando os nossos olhos saltitam entre duas partes de uma cena, isso já era sabido, mas compreender o que acontece no cérebro durante o acto de pestanejar revelou-se bem difícil.

Pestanejar causa, normalmente, uma alteração abrupta na quantidade de luz que atinge a retina, o que, por sua vez, causa uma grande alteração na actividade cerebral na zona do córtex visual. Por esse motivo, os efeitos na zona V3 tinham passado despercebidos no passado.

Mas o pestanejar não é o único acto que suprime a actividade de certas zonas do cérebro. Bristow salienta que as imagens de ressonância magnética já mostraram que áreas do córtex táctil são suprimidas quando fazemos cócegas a nós próprios, mas não quando outros o fazem.

Bristow refere ainda que estudos com cócegas e pestanejares ajudam a compreender a forma como os nossos cérebros lidam com certos tipos de acontecimento.

"Como distinguimos entre o que é causado por nós e o que é causado pelo resto do mundo?", interroga-se ela. "É mais importante, para todos os animais, prestar atenção às causas exteriores. Pestanejar é uma forma de estudar a forma como o fazem."

 

 

Saber mais:

Current Biology

 

 

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