2005-07-18

Subject: Nova esperança no controlo das pragas de gafanhotos

 

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Em destaque:

Nova esperança no controlo das pragas de gafanhotos

 

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Os cientistas descobriram como os gafanhotos migratórios evitam o perigo de voar sobre o oceano: experiências mostram que os insectos são capazes de detectar as reflexões polarizadas dos grandes corpos de água, o que significa que podem mudar de rota ao encontrar água, aumentando a sua taxa de sobrevivência.

Estes resultados podem levar a novas formas de deter os gafanhotos, que evitarão a destruição de vastas áreas de terrenos cultivados.

Muitos animais têm olhos capazes de detectar a luz polarizada, ou seja, luz reflectida a partir de uma superfície plana. A luz reflectida pelo oceano é, em parte, polarizada linearmente, o que pode fornecer ao insecto uma indicação da natureza da superfície que está sob ele. Os insectos aquáticos, por exemplo, são atraídos por estas superfícies.

Agora, cientistas em Israel e nos Estados Unidos confirmaram que os olhos dos gafanhotos são sensíveis a luz polarizada e que os animais usam essa capacidade para evitar atravessar massas de água.

Descobriram que gafanhotos presos de forma a apenas poderem voar num espaço restrito evitavam voar sobre um espelho reflector de luz e que, quando tinham alternativa, preferiam voar sobre uma superfície reflectora não polarizada do que sobre uma superfície que reflectia luz linearmente polarizada.

Isto pode ajudar os gafanhotos migradores a evitar voar sobre as áreas costeiras, particularmente a baixa altitude, refere Nadav Shashar, da Universidade de Maryland em Baltimore County.

"Para um insecto migrador, a água representa um perigo potencial e as grandes massas de água, como os oceanos, são especialmente perigosas", escreve a equipa na revista Biology Letters. "Por isso, detectar e evitar esse tipo de superfície é muito importante para eles."

A ideia para o estudo surgiu após observações de voluntários durante um surto de gafanhotos migratórios perto do golfo de Aqaba em Novembro último.

Enxames de gafanhotos atravessaram todo o deserto do Sahara para alcançar o Egipto via deserto do Sinai mas em vez de atravessarem o golfo com pouco mais de 3 Km de largura, viraram para norte e voaram sobre terra, virando sempre que se espalhavam sobre a água. 

 

Outras Notícias:

Esperma de porco a caminho do espaço

A China está a planear estudar os efeitos do espaço no esperma, enviando sémen de porcos de raça para órbita.

Cerca de 40 gramas de esperma de porco vão ser colocados a bordo da nave Shenzhou VI, que será lançada para o espaço este Outubro. 

Parte do esperma será mantido no exterior da cápsula biológica da nave e o restante no seu interior, refere a agência noticiosa local Xinhua. O esperma sobrevivente regressará à Terra e será usado para melhor compreender os processos envolvidos na reprodução dos porcos.

Os porcos escolhidos pertencem à raça Rongchang, baptizada segundo uma zona do sudoeste chinês, famosa pelo seu físico e pela qualidade da sua carne.

Peritos agrícolas esperam utilizar o esperma sobrevivente para fertilizar óvulos de porco na Terra, para verificar o efeito que a exposição a microgravidade tem na actividade dos espermatozóides.

O primeiro voo tripulado da China realizou-se há dois anos, tornando este país o terceiro com a capacidade de enviar um astronauta para o espaço sem ajuda de terceiros, para além da Rússia e dos Estados Unidos.

Durante a próxima missão, dois astronautas irão orbitar a Terra cinco ou seis vezes, antes de regressar.

 

 

Saber mais:

Australian Plague Locust Commission

Desert Locust Control Organisation for Eastern Africa (UNECA)

Chinese Space Agency

 

 

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