2005-07-14

Subject: Aves marinhas levam poluição para o Árctico

 

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Aves marinhas levam poluição para o Árctico

 

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A poluição é levada para zonas virgens do Árctico pelo vento e pelo mar mas agora os cientistas identificaram um outro importante modo de transporte que origina pontos quentes de poluição: as aves marinhas.

Investigadores canadianos descobriram que os lagos do Árctico são frequentados por grande número de fulmares glaciais Fulmarus glacialis podem apresentar 10 a 60 vezes maior quantidade de poluentes que lagos vizinhos, sem aves. Os poluentes incluem compostos tóxicos persistentes como mercúrio, DDT e hexaclorobenzeno (HCB), em tempos componentes vulgares de pesticidas e fungicidas.

Jules Blais da Universidade de Ottawa, Ontário, analisou lagos de água doce localizados na base de escarpas no Cabo Vera na ilha Devon no árctico canadiano. Durante os meses de Verão, estas escarpas são lar de cerca de 20000 fulmares migratórios e os poluentes atingem os lagos através dos excrementos das aves.

A chave do estudo foi a descoberta de uma área com vários lagos, que apenas diferiam no número de aves que viviam acima deles. Comparando 11 lagos que alojavam diferentes colónias de aves, os investigadores concluíram exactamente qual o impacto das aves e do seu guano no ambiente. 

Em alguns dos lagos mais contaminados, descobriram que as concentrações de mercúrio se aproximavam, ou excediam mesmo, as directrizes de protecção da vida selvagem canadianas, diz Blais.

Químicos como o HCB e o DDT e os agentes refrigerantes conhecidos por bifenil policlorinado (PCB) são muito estáveis e têm tendência para se acumular no tecido adiposo dos animais que comem presas contaminadas.

Os fulmares obtêm esses poluentes a partir de lulas, peixe e carniça. As aves não parecem afectadas, referem os investigadores, mas transferem os poluentes para os predadores de níveis superiores na cadeia alimentar.

As populações nativas da zona costumam comer animais fortemente contaminados. Estudos preliminares mostram que o mercúrio e os PCB causam disfunções imunitárias, problemas neurológicos e déficit de QI.

 

Outros investigadores, incluindo Anita Evenset do Polar Environmental Centre de Tromsø, Noruega, também obtiveram indicações de que as aves migratórias estão a transportar toxinas para o árctico norueguês mas tem sido difícil quantificar o efeito. Juntos, os estudos norueguês e canadiano salientam a importância deste mecanismo de transporte de toxinas.

Apesar do vento e das correntes marinhas continuarem a ser uma fonte crucial de poluição no Árctico, refere Blais, o seu trabalho salienta que algumas localizações podem atingir níveis de poluição muito superiores a outros graças aos animais migradores.

Esses pontos quentes devem ser tidos em consideração quando se organiza os esforços de contenção, diz ele mas a melhor maneira de contornar o problema continua a ser evitar que estes poluentes químicos atinjam o ambiente em primeiro lugar.

 

 

Saber mais:

Arctic monitoring

 

 

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