2005-07-12

Subject: Activistas dos direitos dos animais causam ira de multinacionais americanas

 

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Activistas dos direitos dos animais causam ira de multinacionais americanas

 

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Com um gato a dormir sobre a secretária e vestida com uma simples T-shirt onde se lê "Love Animals" (Ame os animais), Ingrid Newkirk não parece alguém capaz de fazer os grandes magnates tremer.

A fundadora da organização de defesa dos direitos dos animais americana People for the Ethical Treatment of Animals (PETA), Newkirk considera que a sua organização é composta por "pessoas gentis" que apenas pretendem acabar com o abuso e exploração dos animais, mas as grandes companhias já viram e sentiram as garras da PETA.

Usando tácticas capazes de fazer hesitar o mais ferrenho defensor dos animais e apoiada por perto de $30 milhões em contribuições privadas, a PETA tornou-se mundialmente conhecida como um inimigo radical mas formidável das grandes companhias de fast-food e revendedores.

A PETA já realizou campanhas como a "McCruelty", "MurderKing" e "WickedWendy's", todas destinadas a criticar e expor as grandes cadeias de comida de plástico pela forma como tratam os animais que utilizam para o fabrico dos seus produtos. 

O grupo realizou manifestações à porta das casas dos executivos, enviou detectives privados para filmar as crueldades dos laboratórios e das criações de animais e publicou anúncios arrepiantes com imagens sangrentas de abusos e matanças.

Os líderes das industrias alegam que as campanhas são embaraçosas e pouco fazem para afastar os consumidores mas poucos negam que as acções da PETA catalisaram um vasto leque de reformas sobre o bem-estar animal realizadas pela McDonald's Corp., Burger King Corp. e Wendy's International Inc.

Este Verão, com a celebração do seu 25º aniversário de campanhas quase sempre bem sucedidas, a PETA está prestes a enfrentar um dos seus maiores desafios, a alteração da industria dos aviários americana, que movimenta mais de $29 mil milhões por ano.

A PETA pretende que as 9 mil milhões de galinhas abatidas todos os anos nos Estados Unidos recebam antes uma mistura de gás e oxigénio que as coloca inconscientes, um método já usado na Europa, mas com custos elevados para os criadores americanos.

Os sistemas actualmente usados nos Estados Unidos capturam as galinhas vivas, penduram-nas pelas patas e mergulham-nas numa série de banhos electrificados. Estes banhos atordoam-nas antes de lhes cortarem a garganta e colocadas em tanques de água a ferver para serem depenadas. 

A PETA citou relatórios oficiais da USDA como prova que milhões de galinhas atravessam a maioria deste processo plenamente conscientes. "Não compreendo como é que alguém com consciência pode ficar a saber das condições terrivelmente cruéis do abate das galinhas e não querer fazer algo acerca disso", diz o director de campanha Bruce Friedrich.

 

O porta-voz do National Chicken Council Richard Lobb considera o sistema americano de abate de aves tanto "eficiente como humano" e alega que os pedidos de reforma da PETA pretendem apenas aumentar os custos e levar as companhias à falência.

Devido a esta questão, a KFC, uma subsidiária da YUM! Brands Inc. de Louisville, Kentucky, e uma das maiores consumidoras de galinhas, está a tornar-se um dos alvos principais da PETA.

O Center for Consumer Freedom está a apoiar a KFC e suas congéneres, pagando anúncios anti-PETA, incluindo um placar em Nova York, na Times Square. Críticos acusam a PETA de mentir e ter comportamentos incorrectos, incluindo ajuda financeira a actos de violência e alegações indevidas de isenção de impostos.

Mas a PETA não tenciona deixar a KFC escapar, só este ano já realizaram 8000 protestos contra a companhia. De facto, muitas das campanhas da PETA duram anos, como a realizada contra um treinador de animais de Las Vegas que correu 16 anos.

Outros sucessos importantes para a PETA incluem persuadir a General Motors a deixar de usar animais nos seus testes de colisão, convencer companhias como a Abercrombie & Fitch e a J. Crew Group Inc. retalhistas de pronto-a-vestir a boicotar a lã australiana, bem como persuadir a Revlon, a Avon Products Inc. e outras 500 companhias de cosméticos a acabar com os testes em animais.

Ao longo dos seus 25 anos de existência, a organização cresceu, tendo agora mais de 800000 membros e cerca de 200 empregados, distribuídos por delegações no Reino Unido, Índia, Alemanha e Holanda. Benfeitores ricos ajudam a financiar campanhas sofisticadas multimédia e investigações secretas.

Animais vadios recebem um lar no quartel-general da PETA e as portas têm buracos na base, permitindo que os animais se desloquem livremente.

Newkirk explica que o objectivo último da PETA é atingir um mundo onde os humanos não comam, vistam ou explorem os animais.

 

 

Saber mais:

People for the Ethical Treatment of Animals

Junte-se à "corrida humana" da Animal

A arrepiante realidade das quintas de peles da China

United Cruelty of Benetton?

Movimentos de defesa dos animais enfrentam o mundo

 

 

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