2005-06-26

Subject: Carros a hidrogénio irão salvar muitas vidas

 

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Carros  a hidrogénio irão salvar muitas vidas

 

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Veículos movidos a hidrogénio irão salvar milhares de vidas por ano só nos Estados Unidos, revelaram os investigadores.

Se todos os veículos do mundo fossem movidos a hidrogénio em vez de combustíveis fósseis, a descida do nível de poluentes causadores de asma, problemas respiratórios e outras doenças potencialmente fatais reduziria o número de mortes em mais de 6000 por ano. 

Estas são as conclusões do estudo agora publicado na revista Science e conduzido por Mark Jacobson e a sua equipa da Universidade de Stanford na Califórnia. "Trata-se de um benefício para a saúde das populações tremendo", diz ele.

O estudo desafia as objecções mais comuns relativamente ao desenvolvimento de uma "economia a hidrogénio", em que o hidrogénio substitui o petróleo como fonte principal de energia.

Muitos argumentam que dado que o hidrogénio será provavelmente gerado através da queima de combustíveis fósseis, um sistema a hidrogénio não é melhor para o planeta que um a petróleo. Ambos produzem dióxido de carbono, um gás de efeito de estufa, apesar de o fazerem em pontos diferentes do ciclo de produção de combustível e sua utilização.

No entanto, o problema com o motor de combustão interna não são apenas as emissões de dióxido de carbono. Também produz o venenoso monóxido de carbono, óxidos azotados causadores de smog e ozono, um irritante dos olhos e do sistema respiratório. 

Pior que tudo isso, cria uma vasta gama de partículas de fuligem, causadoras de graves riscos de saúde e que afectam o clima. Para além disso, os veículos movidos a combustíveis fósseis têm tendência a concentrar estes poluentes em áreas de elevada densidade populacional.

Focando-se nas questões de saúde, os veículos movidos a hidrogénio podem ser uma opção bem mais benéfica do continuar as conversações políticas acerca de emissões de poluentes, considera Ralph Cicerone, presidente eleito da US National Academy of Sciences e químico atmosférico na Universidade de Califórnia em Irvine. "É uma abordagem muito interessante", diz ele.

Jacobson e a sua equipa consideraram os efeitos de substituir todos os veículos movidos a combustíveis fósseis nos Estados Unidos por veículos movidos a células de hidrogénio, que queimam o hidrogénio para produzir electricidade e água. Esse tipo de veículo já existe, embora não em grande número.

 

Seguidamente, a equipa considerou diversas formas como os Estados Unidos poderiam obter esse hidrogénio, incluindo a sua extracção a partir de gás natural ou carvão e electrólise da água (que necessita de electricidade, talvez gerada a partir de combustíveis fósseis).

Geraram simulações em computador para determinar as condições atmosféricas em cada cenário e calcularam, também, o resultado da conversão total dos veículos para os diferentes modelos híbridos combustíveis fósseis/electricidade já existentes no mercado.

Independentemente da origem do hidrogénio ou da electricidade, a qualidade do ar melhorou em todos os casos. Passou a haver menos monóxido de carbono, ozono, óxidos azotados e nitrato de peroxiacetil, bem como partículas de fuligem.

Esta situação traria benefícios de saúde substanciais. A incidência de problemas menores, como dores de cabeça, garganta inflamada e irritação nos olhos, desce milhões de casos por ano em todos cenários. A taxa de mortalidade devida à qualidade do ar diminui até 6400 casos por ano com os carros a hidrogénio. Os veículos híbridos salvariam menos vidas mas seriam melhores para a saúde que os actuais movidos a combustíveis fósseis.

Sem surpresa, Jacobson e a sua equipa descobriram que o melhor cenário é aquele em que o hidrogénio é produzido a partir da água, usando electricidade gerada por turbinas eólicas.

O problema, no entanto, é determinar se estes cenários são exequíveis. Produzir hidrogénio a partir de água usando turbinas eólicas é bastante caro e existem problemas com a armazenagem, transporte e distribuição das células de hidrogénio.

Ainda assim, Jacobson espera que o ênfase nas questões de saúde seja um argumento a favor do hidrogénio e de outras energias renováveis. "Não é como se ninguém se preocupasse com estas questões", diz ele, "apenas ninguém sabe o suficiente sobre elas."

 

 

Saber mais:

Science

 

 

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