2005-06-24

Subject: Colibris e insectos: voo em comum?

 

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Colibris e insectos: voo em comum? 

 

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Será que um colibri voa como um insecto ou como uma ave? Um pouco como os dois, de acordo com um estudo de aerodinâmica agora conhecido.

"O que nos levou a realizar este estudo foi a visão generalizada de que os colibris voam como insectos grandes", diz Douglas Warrick, da Universidade Estatal do Oregon em Corvallis. 

Muitos peritos já tinham alegado que a capacidade dos colibris em pairar, proeza em que os insectos são mestres indiscutíveis, significava que os dois grupos obtêm sustentação da mesma forma:  gerando impulso para cima através de batimentos das asas para cima e para baixo.

Mas esta teoria revelou-se apenas parcialmente correcta. 

As outras aves obtêm a sua sustentação exclusivamente a partir do movimento descendente das asas, enquanto os insectos obtêm sustentação igual tanto dos movimentos descendentes como dos ascendentes, mas os colibris estão algures a meio caminho. As pequenas aves obtêm cerca de 75% da sustentação do movimento descendente das asas e 25% do movimento ascendente.

Warrick investigou a actividade dos colibris analisando os remoinhos de ar causados pelo seu movimento. Para tal, treinaram colibris da espécie Selasphorus rufus para pairar no mesmo local enquanto se alimentavam a partir de uma seringa contendo uma solução açucarada.

Encheram o ar da câmara com um nevoeiro fino de gotículas de azeite e fizeram incidir uma luz laser com várias orientações no ar em volta das aves, para captar imagens em duas dimensões das correntes de ar geradas pelo seu movimento. 

Um par de fotografias tiradas com um quarto de segundo de intervalo permitiram captar o rodopiar das gotículas de azeite em volta das asas.

 

Apesar de ser um facto que os colibris batem as asas para cima e para baixo em relação ao corpo, têm tendência a manter o corpo na vertical, logo as asas batem de lado no ar. 

Para obter elevação e sustentação com cada batimento das asas, as aves invertem parcialmente as asas, de modo a que a borda da asa aponte na direcção correcta. O seu voo assemelha-se um pouco ao movimento feito pelos braços e mãos de um nadador, apesar de muito mais rápido.

Os insectos obtêm a mesma sustentação com ambos os movimentos (ascendente e descendente) porque as suas asas se viram de cabeça para baixo, invertem-se completamente. Um colibri, com as suas asas compostas de ossos e penas, não é tão flexível.

Ainda assim, estas aves são muito eficientes no voo. "As suas asas são o maravilhoso resultado das imensas exigências do voo pairado", diz Warrick. "Se lhes for fornecida comida, podem pairar indefinidamente."

Os investigadores acrescentam que o bater de asas dos colibris ter uma impressionante semelhança com o de insectos de grandes dimensões, como as traças, é um exemplo da forma como a evolução é capaz de produzir soluções de engenharia semelhantes em grupos animais radicalmente distintos, desde que sujeitos à mesma pressão selectiva.

 

 

Saber mais:

Neuromuscular Control of Hummingbird Flight

Hummingbird flight an evolutionary marvel

 

 

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