2005-06-20

Subject: Crescimento lento pode ter causado extinção das moas 

 

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Crescimento lento pode ter causado extinção das moas 

 

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A extinção das moas, aves não voadoras gigantes da Nova Zelândia, pode ter sido acelerada pelo longo período necessário para que atingissem a maturidade, acreditam os peritos.

Cientistas ingleses e da Nova Zelândia estudaram os anéis de crescimento (semelhantes aos encontrados nos troncos das árvores) dos ossos das patas posteriores destas aves gigantes.

Encontraram evidências que apontam para que as moas demoravam cerca de 10 anos a atingir o tamanho máximo e outros tantos para alcançar a maturidade sexual.

Este longo período de amadurecimento tornava-as vulneráveis aos caçadores humanos, que atingiram a Nova Zelândia há 700 anos, refere a equipa na revista Nature

Os caçadores podem ter dizimado as aves simplesmente caçando-as antes que tivessem hipótese de se reproduzir.

Sam Turvey, da Zoological Society of London, e os seus colegas alegam que a baixa taxa de crescimento das moas era o resultado de uma estratégia de vida específica.

Esta situação pode ter-lhes permitido investir o seu esforço reprodutivo na produção de poucos mas grandes descendentes.

Isto era possível porque as moas viviam numa ilha sem predadores naturais a não ser as águias gigantes. Mas tudo isto mudou com a chegada dos colonos polinésios, por volta de 1300 d.C.

 

"As moas são parentes próximos de muitas aves vivas actualmente, incluindo as avestruzes, os emus e os cassuares, o que sugere que todas as aves podem ter herdado esta capacidade de prolongar o seu desenvolvimento", diz Turvey. "No entanto, se as aves evoluírem na presença de predadores, a ênfase é colocada na reprodução rápida."

Ao contrário das moas, as aves modernas atingem normalmente a maturidade aos 12 meses. A maior moa, conhecida por Dinornis, atingia os 2 metros de altura e pesava até 240 Kg.

As evidências apontam para que as moas se tenham extinguido no espaço de 100 anos desde que os colonos polinésios atingiram a Nova Zelândia.

Um estudo publicado em Novembro último postula que o declínio da população de moas ocorreu antes da chegada dos primeiros colonos, no entanto.

De acordo com este estudo, o número de moas pode ter atingido algo entre os 3 e os 12 milhões de aves há 1000 anos mas tinha caído para apenas 159000 antes da chegada dos polinésios, possivelmente devido a doenças trazidas por aves migratórias ou pelo efeito local de erupções vulcânicas.

 

 

Saber mais:

Institute of Zoology, Zoological Society of London

Águias gigantes dominavam os céus da Nova Zelândia

 

 

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