2003-11-26

Subject: Clima influencia taxa reprodutora das baleias

News of the Wild

 

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Clima influencia taxa reprodutora das baleias

 

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Cientistas americanos revelaram que a monitorização do clima do Atlântico norte pode permitir prever a taxa reprodutora de espécies ameaçadas de baleias, como as baleias francas, de que se pensa restarem apenas 300 animais nesta zona. 

As condições atmosféricas sobre o oceano podem afectar a concentração de zooplâncton de que as baleias dependem para alimento, com importante impacto a nível da seu sucesso reprodutor. 

A equipa americana desenvolveu um modelo matemático que descreve a relação entre o clima e a reprodução dos cetáceas, apresentado no Frontiers In Ecology And The Environment.

No final do Inverno, as baleias francas Eubalaena glacialis deslocam-se para a região do golfo do Maine, onde se alimentam de enormes quantidades de copépodes, pequenos crustáceos do tamanho de bagos de arroz. A concentração de uma das espécies de copépodes mais abundante, Calanus finmarchicus, está associada ao padrão de pressões atmosféricas designado Oscilação do Atlântico norte (NAO). 

A NAO considera-se positiva ou negativa: quando positiva, as águas profundas do golfo do Maine tornam-se quentes e salgadas. Estas condições favorecem o zooplâncton, levando ao surgimento de elevadas concentrações destes organismos. A seguir a um período de NAO negativa, as águas tornam-se frias e mais doces, causando a diminuição do zooplâncton. Estes efeitos apenas se tornam notórios após cerca de 2 anos de condições negativas. 

Com estes elementos, os investigadores revelaram que alterações na NAO, e consequentes flutuações na abundância de zooplâncton, afectaram a taxa reprodutora das baleias francas. 

Andrew Pershing desenvolveu, então, o modelo da probabilidade transitória: podemos explicar cerca de 65% da variabilidade na taxa reprodutora da baleia franca usando este modelo, revelaram. 

Um período de stress fisiológico e baixa reprodução nas baleias, entre 1999 e 2000, pode ser relacionado com uma dramática alteração NAO negativa ocorrida em 1996 e a consequente redução de copépodes em 1998. O NAO tem tido uma fase predominantemente positiva desde a década de 70 do século XX mas pode estar prestes a mudar. 

 

No final de 2002, ocorreu uma grande alteração negativa no NAO, mas os dados ainda não permitem concluir as consequências a nível de copépodes. No entanto, se esta teoria tem fundamento, é de esperar um importante impacto negativo na reprodução das baleias francas. 

A fêmea da baleia franca necessita de acumular grandes quantidades de gordura para dar à luz, pelo que a redução da concentração de zooplâncton vai afectar as baleias de várias formas: se não engordar a fêmea não suporta a gravidez, se não se alimentar bem não poderá produzir leite suficiente e a cria morre e, por último, a falta de alimento pode aumentar a taxa de abortos. Recorde-se que cada fêmea tem pelo menos um período de 3 anos entre gravidezes. 

Os números mais recentes mostram que a taxa de crescimento é de -2,4% ao ano. Outros investigadores já, inclusivé, previram a extinção da espécie nos próximos 200 anos, com base nesta tendência actual. 

Mas se estes estudos se revelarem correctos o impacto negativo destas condições pode acelerar muito este processo de extinção. As baleias apresentam altas taxas de mortalidade, além de acentuados decréscimos de taxas reprodutoras, pois frequentemente colidem com navios ou ficam presas em redes perdidas, afogando-se. 

 

 

Saber mais:  

Right Whales (baleias francas)

Whale And Dolphin Conservation Society

Frontiers In Ecology And The Environment

Comissão Internacional de Caça à Baleia

 

 

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@ Born to be Wild, 2003


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