2005-06-15

Subject: Retoma da caça comercial à baleia à vista? 

 

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Em destaque:

Retoma da caça comercial à baleia à vista? 

 

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Quais são, afinal, os principais tópicos de discussão no encontro anual da Comissão Internacional de Caça à Baleia (IWC) a decorrer me Ulsan, Coreia do Sul? Eis algumas das questões mais comuns sobre este tema tão polémico.

Afinal o que é a IWC e quais são as suas funções?

A IWC é a entidade reguladora, a nível mundial, da caça à baleia. Foi fundada logo após a Segunda Grande Guerra como forma de controlar a industria de caça à baleia.

Em 1982, com muitas das populações de baleias perto da extinção, foi acordada uma proibição, "a moratória" sobre a caça comercial à baleia, que entrou em vigor em 1986. O duplo papel de gerir os stocks de baleias e conservar as espécies tem levado a duras lutas entre as nações baleeiras (Japão, Noruega e Islândia) e os seus oponentes.

O que aconteceu realmente, desde que a proibição foi implementada?

Os conservacionistas dizem que a proibição tem sido, de modo geral, um sucesso. Algumas, mas não todas, espécies estão lentamente a recuperar. 

Apesar da proibição, alguns países ainda continuam a caçar baleias: a Noruega tem continuado a matar baleias anãs, também conhecidas por baleias minke, no Atlântico norte desde 1993 através de uma objecção legal colocada contra a moratória à caça comercial.

O Japão e a Islândia também continuam a matar baleias, para o que qualificam como "objectivos científicos". O Japão captura cerca de 500 baleias minke por ano, para além de 10 cachalotes, 50 baleias de Bryde e 100 baleias sei.

O Japão quer duplicar o número de baleias mortas e passar a incluir duas novas espécies nas suas capturas antárcticas. A Austrália está a liderar um protesto contra estes planos, apoiado pelo Reino Unido, Estados Unidos e Nova Zelândia.

Qual será o principal tema a debater no encontro deste ano?

O principal tema será, novamente, se os stocks de baleias já recuperaram o suficiente para que a proibição sobre a caça comercial seja levantada de forma controlada. 

Na reunião do ano passado, realizada em Sorrento, Itália, a comissão aproximou-se de um acordo sobre novas regras que poderiam permitir esta situação. No cerne da questão está o Esquema de Gestão Revisto, basicamente uma forma correcta do ponto de vista científico para estabelecer limites de capturas para as espécies mais abundantes.

 

Mas os países anti-caça comercial à baleia temem que se o esquema for adoptado acabe por conduzir a abertura total para todos os stocks de baleias e acabe com a moratória definitivamente.

São esses receios justificados?

Harpoon, BBC
O Japão, a Noruega e a Islândia já mataram mais de 25000 baleias desde a implementação da moratória em 1986. A maioria das baleias é morta com arpões especiais, cuja cabeça explode dentro dos seus corpos. Os baleeiros alegam que as baleias morrem quase instantaneamente, mas estudos apontam para tempos que podem ultrapassar 1h. 

Depende de em quem se acredite.

Os grupos anti-caça à baleia consideram que a proibição da caça comercial à baleia está, mais do que nunca, ameaçada. Dizem que este encontro promete ser crucial pois, pela primeira vez desde a proibição, os países a favor da retoma da caça comercial detêm a maioria dos votos.

As nações baleeiras continuam a insistir que os stocks estão suficientemente recuperados para permitir, em certas espécies, que a caça comercial avance. Países como o Japão alegam que a carne de baleia faz parte da sua dieta desde há milhares de anos e que as outras nações devem respeitar as suas tradições.

O Japão ameaça mesmo retirar-se da comissão e unir esforços com outros países baleeiros, a não ser que lhe seja permitido retomar uma caça comercial limitada à baleia.

O 57º Encontro Anual da IWC teve início no final de Maio com uma série de apresentações científicas. As sessões abertas começam a 20 de Junho e terão a presença de milhares de delegados oficiais, cientistas e representantes de organizações não governamentais.

 

 

Saber mais:

IWC

High North Alliance

ARKive

Whale and Dolphin Conservation Society

 

 

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