2005-06-13

Subject: Bolas de muco gigantes fertilizam oceanos

 

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Bolas de muco gigantes fertilizam oceanos  

 

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Os lares de muco descartados pelos minúsculos organismos marinhos conhecidos por larváceos estão a revelar-se uma fonte crucial de nutrientes para a vida no fundo dos oceanos.

Há muito que os cientistas se interrogam sobre a origem dos nutrientes que alimentam as criaturas que vivem perto do fundo do mar. 

É sabido que o carbono com origem nos restos de peixe morto, plâncton e outros detritos da vida marinha se afunda através da água mas várias medições indicaram que esta lenta "chuva" de partículas não é suficiente para sustentar a vida do fundo.

Assim, Bruce Robison e os seus colegas do Instituto de Investigação do Aquário de Monterey Bay em Moss Landing, Califórnia, especularam se os larváceos (também conhecidos por apendiculários) poderiam estar a fazer a diferença.

Estas criaturas, que podem atingir os 6 cm de comprimento, alimentam-se criando um gigantesco saco de filtração feito de muco, que chega a ter um metro de diâmetro. Bombeiam água através deste saco com a ajuda das caudas e alimentam-se do carbono dos organismos capturados.

 

Quando estes filtros de muco ficam obstruídos, os larváceos deixam a sua casa e secretam uma nova. A velha casa de muco por vezes colapsa, formando uma bola carregada de carbono que se afunda pela coluna de água. "Tornam-se enormes partículas em movimento acelerado, ricas em carbono e do tamanho do nosso punho, que desce até ao fundo", diz Robison.

Medindo este processo na área de Monterey Bay ao longo de dez anos, Robison concluiu que estas criaturas fornecem 7,6 gramas de carbono a cada metro quadrado do fundo do mar de Monterey em cada ano. Esse valor é metade do carbono fornecido pela lenta chuva de partículas e mais do que suficiente para explicar os nutrientes que faltavam.

"O conteúdo em carbono destas partículas é uma percentagem importante do que atinge o fundo", diz Robison, cujos resultados foram publicados na revista Science

Ele acrescenta que as mesmas criaturas estão, provavelmente, a contribuir com carbono para a manutenção da vida no fundo do mar em outros mares de águas quentes. 

Os larváceos e os cnidários são tipicamente difíceis de estudar, pois os seus corpos delicados são cortados em vez de serem recolhidos por redes mas à medida que os investigadores aprendem mais sobre eles, descobriram que estes animais contribuem muito mais para a cadeia alimentar marinha do que antes se apreciava.

 

 

Saber mais:

The jelly zone

 

 

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