2005-06-12

Subject: Piri-piri para combater elefantes tresmalhados

 

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Em destaque:

Piri-piri para combater elefantes tresmalhados 

 

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Os peritos em vida selvagem do estado indiano de Assam estão a tentar armadilhas de tropeção e "bombas de piri-piri" para manter os elefantes afastados das vilas locais.

Os dispositivos accionados a baterias e munidos de campainhas estão fixos a algumas centenas de metros das casas, para alertar atempadamente as pessoas da chegada dos animais.

As medidas têm como objectivo impedir que as manadas de elefantes selvagens destruam as colheitas e ataquem os aldeãos. Nos últimos 15 anos, os elefantes já mataram mais de 600 pessoas em Assam.

Os estados do nordeste indiano têm a maior concentração de elefantes asiáticos selvagens do mundo. Só no estado de Assam, vivem mais de 5000 destes animais. No entanto, ao longo dos anos, a densidade populacional tem vindo a aumentar radicalmente em Assam levando à colonização de áreas de floresta e reduzindo drasticamente o habitat dos elefantes.

Nandita Hazarika, coordenadora do projecto Assam Haathi (elefante), referiu que estão a decorrer ensaios em cinco das aldeias mais afectadas por manadas vagabundas. "Colocar alarmes a algumas centenas de metros das casas significa que já não é necessário passar as noites em claro", diz ela. 

Segundo ela, os elefantes não suportam o odor pungente de algumas das variedades de piri-piri e pimenta que existem em Assam, logo as bombas de fumo de picante e cordas decoradas com piri-piri e pimentos podem ajudar a manter os animais afastados.

O projecto é uma colaboração entre a organização local Ecosystems-India e do jardim zoológico Chester no Reino Unido.

Imagens de satélite obtidas pela National Remote Sensing Agency indiana mostram que perto de 300000 hectares de floresta densa foram tomados pelos aldeãos em Assam no período de 1996 a 2000.

"Admito que tem havido uma desflorestação em larga escala por todo o estado de Assam nos últimos 20 anos, levando à fragmentação do grande corredor dos elefantes e dos seus habitats específicos", diz Pradyut Bordoloi, ministro das florestas de Assam'.

Um confronto mortal entre o Homem e os elefantes tem sido o resultado dessa situação. Em 1992, um elefante tresmalhado matou 42 aldeãos. Por outro lado, mais de 60 elefantes selvagens foram mortos por aldeãos enfurecidos, no mesmo período.

 

Outras Notícias:

Madeireiros ameaçam a biodiversidade do Bornéu

 

Os conservacionistas estão a alertar para o perigo da ilha do Bornéu perder quase na totalidade a sua floresta das terras baixas no prazo de uma década apenas. Um relatório do WWF refere que o abate ilegal de árvores e a desflorestação para a plantação de palma está destruir o habitat de muitas espécies, como orangutangos e elefantes pigmeus.

De acordo com o WWF, 1,3 milhões de hectares de floresta das terras baixas do Bornéu está ser destruída todos os anos. A este ritmo, em 2020 os pequenas ilhas de floresta que restarem podem ser tão pequenas e isoladas que algumas espécies se tornem geneticamente inviáveis.

Estima-se que apenas restem 55000 orangutangos no Bornéu, uma redução de dois-terços desde 1990. Os maiores culpados são os madeireiros ilegais, tanto mais que no sul da ilha o comércio ilegal de madeira é, segundo se pensa, controlado pelo exército.

A madeira é depois contrabandeada para a Malásia, cujo território circunda grande parte da costa norte do Bornéu. Daí, é embarcada, com um rótulo falso de "madeira obtida de forma sustentada".

Malásia recentemente propôs que fossem encerrados os pontos de travessia ilegal de madeira mas o comércio continua e os conservacionistas apelaram esta semana aos governos europeus que proíbam a importação de madeira ilegal de países como a Indonésia e Malásia.

Mais de 350 novas espécies foram descobertas no Bornéu nos últimos 10 anos, sendo lar de 44 tipos endémicos de mamíferos.

 

 

Saber mais:

WWF

Bornéu é um caldeirão de novas espécies

Orangutango pode extinguir-se em 20 anos

 

 

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