2005-06-10

Subject: Pornografia mista estimula a produção de esperma

 

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Em destaque:

Pornografia mista estimula a produção de esperma 

 

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Pode parecer altamente improvável mas homens que olhem para imagens explícitas de dois homens nus com uma mulher nua produzem esperma de melhor qualidade que os que olham para imagens pornográficas onde apenas existem mulheres.

Apesar desta observação parecer ir contra o senso comum acerca das preferências sexuais masculinas, é consistente com a teoria da competição dos espermatozóides, diz Leigh Simmons da Universidade da Austrália em Perth. 

A teoria afirma que os machos (de muitas espécies, não apenas humanos) devem produzir esperma de melhor qualidade quando estão com uma fêmea que tem outros parceiros, pois esta situação aumentará as suas probabilidades de procriação.

As descobertas podem ajudar as clínicas de fertilidade a obter as melhores amostras possíveis de esperma dos seus clientes, fornecendo-lhes imagens explícitas adequadas. Também pode ajudar os futuros pais a maximizar a sua fertilidade, sugere Simmons, apesar de reconhecer que muitas das suas parceiras poderão não aprovar esta solução.

Os resultados deste estudo, publicados na revista online Biology Letters, também sugerem que os homens que colocam o telemóvel perto dos testículos podem estar a prejudicar a qualidade do seu esperma.

Antes de visionarem as imagens explícitas, os voluntários participantes no estudo preencheram um questionário completo sobre o seu modo de vida, incluindo a quantidade de álcool ingerido, tabaco e utilização de telemóvel. 

Os que usavam o telemóvel no bolso ou preso ao cinto apresentavam níveis inferiores de mobilidade espermática mas os peritos alertam para a dificuldade de interpretação desta informação, pois não era o objectivo principal do estudo.

A competição entre espermatozóides já tinha sido testada em animais, onde se tinha concluído que os machos produzem mais esperma se observarem outros machos a cortejar a sua fêmea. Mas os estudos no Homem são difíceis de realizar devido às questões éticas na avaliação das situações sexuais, diz Simmons.

Ele e a sua colega Sarah Kilgallon recrutaram 52 homens heterosexuais para o estudo, oferecendo-lhes um conjunto de imagens explícitas onde se viam dois homens e uma mulher ou três mulheres. Pediram aos homens que vissem as imagens em privado e recolheram amostras de esperma para análise.

Os investigadores não descobriram diferenças consistentes na contagem espermática entre os diversos homens que viram as diferentes imagens mas a qualidade dos espermatozóides era bem diferente. Após terem em conta outros factores como o tabaco ou a bebida, os investigadores descobriram que 90% da diferença na mobilidade espermática podia ser explicada com base em que imagens tinham sido vistas. 

Alguns teóricos, como Robin Baker no seu conhecido livro "Sperm Wars", têm argumentado que esse tipo de imagem melhor a qualidade do esperma pois o espectador espera ter competição, se for parte da situação representada.

É um resultado intrigante, diz Tim Birkhead, que estuda competição espermática na Universidade de Sheffield, Reino Unido. "Os resultados precisam agora de ser confirmados com uma amostra maior", diz ele.

Simmons diz que devem ser feitas mais experiências com animais para verificar os efeitos dos telemóveis na fertilidade masculina. Pelo menos um estudo anterior já mostrou uma possível ligação entre os telemóveis e a contagem espermática mas os peritos têm tido cuidado na interpretação destes dados pois os utilizadores intensivos de telemóvel são geralmente pessoas com vidas plenas de stress, como os empresários.

 

Outras Notícias:

Genes associados à capacidade de atingir orgasmo

A composição genética de uma mulher é responsável por pelo menos um terço da sua capacidade de atingir o orgasmo durante o acto sexual, dizem os investigadores, mas a sua influência pode atingir os 60%.

Sabe-se relativamente pouco sobre o orgasmo feminino pois "é um tema quase tabu", explica Tim Spector, director da unidade de investigação do Hospital St Thomas em Londres e co-autor do relatório.

As mulheres não precisam de atingir o orgasmo para conceber e dar à luz, facto que torna a causa evolutiva do orgasmo feminino um mistério. Pelo contrário, os homens que não atingem o orgasmo não se reproduzem e desaparecem por acção da selecção natural.

Então para que serve o orgasmo feminino? Para além de tornar as mulheres mais interessadas no acto de procriar, investigações recentes descobriram que as contracções vaginais que envolve aceleram os espermatozóides em direcção ao óvulo, aumentando as probabilidades de concepção. Psicólogos evolutivos também sugerem que o orgasmo ajuda as mulheres a escolher um parceiro: quem é atento no quarto pode dar mais apoio noutros aspectos também.

Para descobrir qual dos factores afecta mais fortemente a capacidade das mulheres atingirem o clímax, Spector enviou um questionário anónimo a mais de 4000 gémeas, pois estas partilham o mesmo DNA.

Os investigadores perguntavam com que frequência as mulheres atingiam o clímax durante o acto sexual e apenas 14% delas referiam sempre. Na outra ponta do espectro, 16% delas diziam que nunca atingiam o orgasmo ou não tinham a certeza do facto.

Tal como noutros estudos, os cientistas assumiram que as gémeas partilhavam ambientes familiares semelhantes. A diferença global é portanto atribuída a factores genéticos. 

A análise sugere que os genes explicam pelo menos 34% da probabilidade de uma mulher atingir o orgasmo durante o acto sexual e, quando se trata de masturbação, o número atinge os 45%, revela o estudo publicado na revista online Biology Letters.

Este número pode ser ainda mais elevado, acrescentam, se for tido em conta outro tipo de variáveis, como as diferentes técnicas dos seus parceiros. As influências genéticas já são responsabilizadas por 60% da variabilidade noutras características complexas, como a obesidade.

O número de genes que influencia o orgasmo feminino permanece desconhecido mas comparando o DNA das mulheres que têm sempre orgasmos com o das que nunca têm pode ajudar a compreender o mecanismo biológico por trás do processo e permitir o desenvolvimento de medicamentos adequados.

Mas mesmo com medicamentos adequados, é facto que muitos factores, para além da biologia, afectam a capacidade de atingir o orgasmo, nomeadamente o condicionamento e a expectativa, dizem os investigadores.

 

 

Saber mais:

Biology Letters

 

 

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