2005-06-09

Subject: Fungos matam mosquitos

 

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Fungos matam mosquitos  

 

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Uma casa bolorenta pode ajudar a combater a malária, matando os mosquitos que transportam a doença. Investigadores descobriram que um tratamento com fungos à base de óleos pode ser uma alternativa viável aos insecticidas a que os insectos se tornaram resistentes.

Pelo menos 300 milhões de casos agudos de malária surgem todos os anos, causando pelo menos um milhão de mortes, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. Um estudo recentemente publicado na revista Nature estima que o número real de casos pode muito bem ser pelo menos o dobro desse valor.

Muito tem sido feito para tentar reduzir a propagação da malária, incluindo a pulverização com insecticidas como o DDT (diclorodifeniltricloroetano), a distribuição de redes, investigação sobre a possibilidade de libertação de mosquitos geneticamente modificados que não conseguem transportar o parasita, entre outras tentativas.

Mas, quando se trata de insecticidas, os mosquitos ripostaram. Após o uso intensivo de DDT logo a seguir à segunda Grande Guerra, os insectos desenvolveram resistências. Actualmente, alguns tipos de mosquito são resistentes a uma vasta gama de insecticidas modernos, incluindo os piretróides, usados para pulverizar as redes de cama na maioria dos países africanos.

Em vez dessa linha, os investigadores estão a virar-se para o poder insecticida dos fungos, alguns dos quais já são usados para afastar os insectos dos campos cultivados. Os mosquitos não tiveram grande contacto com esses agentes, logo não desenvolveram ainda resistências.

Para trazer os efeitos insecticidas dos fungos para casa, Matt Thomas do Imperial College de Londres produziu um spray à base de óleos do fungo Beauveria bassiana. O óleo ajuda a manter a humidade e permite aos fungos vingarem.

 

Quando a equipa expôs mosquitos a uma superfície pulverizada com este produto, não só morreram muitos insectos, mas os sobreviventes ficaram menos capazes de transmitir malária ao Homem. O produto provocou uma redução de 80% no número de mosquitos capazes de transmitir o parasita.

De forma semelhante, Bart Knols da Universidade de Wageningen na Holanda analisaram folhas de algodão tratadas com uma mistura de fungos e óleo. Num estudo de campo na Tanzânia rural, os investigadores descobriram que os mosquitos que aterravam nas folhas sofriam uma redução do tempo médio de vida, o que pode reduzir significativamente o número de mortes devidas à malária.

A ideia de usar fungos como controlo de doenças tem a grande vantagem de ser muito barato. "Custaria, possivelmente, algo como €0,2 para tratar uma casa", estima Thomas. Trocar os químicos pelos fungos também ajudaria a reduzir o surgimento de resistências, acrescenta ele.

Mas os tratamentos fúngicos tipicamente não duram tanto tempo como os seus equivalentes químicos, salientam os peritos. "Descobrir quanto tempo o tratamento dura é imensamente importante", diz Janet Hemingway da Liverpool School of Tropical Medicine.

 

 

Saber mais:

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Mosquitos podem ajudar a combater a malária

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