2003-11-25

Subject: Cientistas localizam a extinção do dodo

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Em destaque:

Cientistas localizam a extinção do dodo

 

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O dodo deverá ter desaparecido em 1690, quase 30 anos após a última vez que foi confirmadamente visto. Algumas destas aves não voadoras sobreviveram sem ser vistas durante décadas, de acordo com a análise estatística relatada pelos cientistas na revista Nature. 

O último avistamento confirmado do dodo foi em 1662 nas ilhas Maurícias. Por essa altura, a espécie estava há muito em declínio, levada à extinção pelo Homem e pelos predadores por ele introduzidos nas ilhas. 

Tudo o que resta do dodo actualmente são peças soltas de esqueleto e outras partes do corpo, como patas e cabeças, distribuídas por museus de todo o mundo. Agora, fragmentos de DNA foram deles retirados, permitindo esclarecer a sua evolução. 

O dodo Raphus cucullatus, era maior que um peru, pesando cerca de 23 Kg e estava unicamente adaptado ao seu habitat insular. O dodo foi visto pela primeira vez por marinheiros portugueses, por volta de 1507, mas o seu número tinha já sido drasticamente reduzido no início do século XVII. 

Um par de investigadores usou agora os 10 avistamentos mais recentes da ave, entre 1662 e 1598, para calcular a data do seu desaparecimento. Tratou-se de análise estatística pura e sugeriu que o último dodo terá morrido, não em 1662, mas 28 anos depois, em 1690. Até este momento sempre se assumiu que a ave estaria extinta por volta de 1681. 

O método matemático utilizado por estes investigadores pode ajudar a localizar a extinção de outros animais, como os dinossauros, usando datas do registo fóssil em vez de avistamentos. Poderá mesmo ser possível fazer uma previsão de quantos anos espécies ameaçadas e raramente observadas poderão ainda sobreviver. 

Na maioria dos casos, a extinção de uma espécie pode ser inferida a partir do registo de avistamentos ou de colecções de organismos individuais, revela a equipa. 

No entanto, quando uma espécie se torna progressivamente mais rara, mesmo antes da sua extinção total, pode continuar a existir sem ser detectada por muitos anos, pelo a data do último avistamento pode não dar uma estimativa correcta do tempo de extinção. 

 

Outras Notícias:

DNA revela os segredos de família do dodo

 

Investigadores da University of Oxford retiraram amostras de um espécime preservado, numa tentativa de revelar a árvore genealógica da ave extinta. A equipa trabalhou com o Natural History Museum para recolher e analisar material genético de um dodo conservado e de outros 35 tipos diferentes de pombos e rolas actuais. 

A sua análise dos materiais recolhidos revela que o dodo e o solitário eram parentes próximos. O pombo Nicobar Caloenas nicobarica das ilhas Nicobar e sudeste da Ásia, é o seu parente vivo mais próximo. Outros parentes próximos vivos são os pombos coroados da Nova Guiné. 

Se o dodo se extinguiu no fim do século XVII, o solitário seguiu-lhe os passos no século seguinte. Esta ave era semelhante a um dodo branco. 

Dos fragmentos de ossos espalhados pelo mundo, os de Oxford são únicos pois possuem tecidos moles, apesar de os investigadores terem acabado por utilizar o osso de uma das garras para retirar o DNA. 

O DNA sobrevive, explica Alan Cooper, da University of Oxford, apesar de danificado e partido em pedaços minúsculos. 

Comparando este pequenos pedaços com o DNA de aves vivas, os cientistas puderam deduzir quando o dodo se separou da linhagem dos seus parentes. Isto terá ocorrido há cerca de 25 milhões de anos, muito antes das Maurícias se terem tornado ilhas. Após este isolamento geográfico, o dodo continuou a desenvolver as suas características e aparência únicas. 

A sua morfologia estranha tem sido a causa de muitas confusões acerca das suas origens evolutivas. O dodo e o solitário já estiveram associados às aves de rapina, aos papagaios, aos pombos e mesmo às avestruzes e emas. 

 

 

Saber mais:  

Nature

Raphus Cucullatus (Dodo Bird)

IUCN Red List of Threatened Species - Raphus cucullatus

 

 

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@ Born to be Wild, 2003


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