2005-05-29

Subject: Elefantes severamente atingidos pela guerra na Costa do Marfim

 

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Em destaque:

Elefantes severamente atingidos pela guerra na Costa do Marfim 

 

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Entre os muitos que sofrem com a guerra civil que grassa na Costa do Marfim, os elefantes, que originalmente deram o nome a este país do centro africano, parecem ser dos mais fortemente atingidos.

Os elefantes da Costa do Marfim estão a ser dizimados pela caça furtiva descontrolada

Em 1980, a maior concentração destes animais encontrava-se na floresta Tai perto da fronteira com a Libéria, com perto de 3000 elefantes. Em 2002, a última vez que foram feitos esforços para conter os animais, restavam menos de 100 elefantes na zona. 

Agora, ninguém sabe se ainda algum animal sobrevive. Com um plano de paz concebido para reunir o país pronto a avançar, o governo está novamente a pensar em proteger o que resta da sua população de elefantes.

A falta de elefantes na Costa do Marfim é um assunto sensível já há muitos anos.

A zona da floresta Tai está em mãos governamentais mas é, ainda assim ou talvez por isso, controlada por grupos de milícias armadas apoiantes do presidente Laurent Gbagbo.

A outra zona de concentração de elefantes é o Parque Nacional Comoe no nordeste do país, peto da fronteira com o Burkina Faso. Essa zona actualmente território rebelde, logo o pessoal de protecção da natureza e da fauna selvagem não tem qualquer acesso a ela.

O chefe do pessoal de protecção da natureza da Costa do Marfim revelou aos jornalistas que dado que os elefantes são criaturas tímidas, detestando perturbações e barulho, talvez muitos deles tenham deixado o país, atravessando a fronteira para os países vizinhos.

O número de presas apreendidas confirma os alertas dos peritos: a caça furtiva está em alta na região da África central

Mas a maioria dos peritos em fauna selvagem e elefantes em particular consideram que esta declaração resulta apenas de uma esperança sem qualquer fundamento.

Se os elefantes desapareceram do Parque Nacional Comoe, não há nenhuma evidência que tenham chegado ao Burkina Faso, refere um porta-voz do ministro do ambiente desse país. 

Pelo contrário, o que os guardas florestais relatam é um aumento do número de caçadores furtivos oriundos da Costa do Marfim que atravessam a fronteira, desde que o conflito começou.

 

Outras Notícias:

Directiva "Cosméticos" transposta para a lei portuguesa

 

No seguimento dos apelos, iniciados pela organização ANIMAL e reforçados por muitas centenas de e-mails de portugueses preocupados com os testes em animais realizados pela indústria cosmética, o Gabinete do Ministro da Saúde comunicou que o Conselho de Ministros, aprovou, no passado dia 12 de Maio, um decreto-lei que transpõe para o ordenamento jurídico nacional a Directiva Cosméticos, que, entre outras medidas, estabelece as seguintes normas principais:

- a proibição imediata de testes de produtos cosméticos finais em animais, no espaço da União Europeia;

- a proibição imediata da comercialização de produtos e ingredientes cosméticos testados em animais fora do espaço da União Europeia, onde testes alternativos, validados e adoptados na União Europeia, existam;

- partir de 11 de Março de 2009, a proibição da comercialização de produtos e ingredientes cosméticos que tenham sido testados em animais;

- partir de 11 de Setembro de 2009, a proibição total de testes de ingredientes cosméticos em animais, no espaço da União Europeia.

A transposição e o cumprimento da Directiva Cosméticos é um primeiro passo para o fim do uso de animais em experimentação na indústria cosmética, não só na União Europeia, mas também fora do espaço comunitário, uma vez que os ingredientes, combinações e produtos finais que tenham sido testados em animais fora da União não poderão, a partir de 2009, ser nela comercializados. 

Apesar dos apelos para a antecipação de algumas das proibições (nomeadamente as de 2009), tal “não foi possível” (não sendo esta impossibilidade jurídica, mas devendo-se, provavelmente, a considerações de natureza política e económica). 

Portugal passa, assim, da situação de incumprimento desta directiva (que devia ter sido transposta até Setembro de 2004) para a situação de estado-membro cumpridor da mesma. Veremos agora, se estas normas vão passar a ser aplicadas com o rigor que se espera.

 

 

Saber mais:

IUCN African Elephant Specialist Group

African Elephant Conservation Trust

 

 

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