2005-05-23

Subject: Alarme acerca da sobrevivência de antiga iguana azul

 

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Alarme acerca da sobrevivência de antiga iguana azul

 

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Cientistas das ilhas Caimão estão a pedir assistência para salvar uma espécie única de iguana azul da situação crítica em que se encontra. 

As iguanas azuis Cyclura lewisi entraram em declínio com a introdução de cães e gatos nas ilhas Caimão. Foto @ Frederic J Burton, 2004 

Estes animais têm um longo historial, dados genéticos sugerem que existem há cerca de 3 milhões de anos, mas os 25 que restam enfrentam um futuro muito sombrio.

"O tempo não está, nitidamente, do lado desta criatura", diz Fred Burton, director do Programa de Recuperação da Iguana Azul (BIRP). "Mas não existem barreiras inultrapassáveis biológicas, políticas ou sociais ao restabelecimento de uma população selvagem viável. Salvar a iguana azul depende apenas do volume de recursos financeiros que podemos dirigir para a tarefa."

A BIRP tem importância no estudo da forma como a espécie pode ser trazida de volta do limiar da extinção, onde se encontra actualmente.

Com uma cuidadosa mistura de ciência, engenho de iguana, compreensão da psicologia das iguanas e apoio local e internacional, bem como fundos, os cientistas acreditam que serão capazes de obter para as iguanas uma massa crítica suficiente para sustentar a população.

Os problemas da iguana azul tem origem humana, apesar da maior parte dos danos causados tenham sido não intencionais. 

Os primeiros colonos europeus chegaram há cerca de 300 anos e os animais de estimação que trouxeram, como gatos e cães continuaram a empurrar as iguanas para longe da costa para zonas menos hospitaleiras. Os movimentos e a utilização intensiva da terra aceleraram com a explosão demográfica ocorrida no último meio século.

As iguanas azuis, assim baptizadas devido à sua pele que muda de cinzento para azul ao longo do dia, já foram em tempos abatidas e comidas pelos locais e ainda são atacadas por animais de estimação.

As iguanas não reconhecem instintivamente os cães e os gatos como predadores letais e a primeira oportunidade que têm para aprender acaba geralmente em tragédia.

A BIRP choca e cria iguanas azuis há já dois anos, protegendo-as da severa taxa de mortalidade que geralmente dizimaria todas as crias de um ano. As iguanas azuis pioneiras são depois libertadas de volta à natureza e seguidas por rádio, à medida que amadurecem e começam a procriar.

 

Estes estudos fornecem informação vital para o desenvolvimento e gestão da área protegida.

As iguanas têm personalidades fortes e estão suberbamente adaptadas ao seu ambiente, tentando adaptar-se ao mundo actual de formas muito variadas.

Factos sobre a iguana azul da Grande caimão
Nome científico: Cyclura lewisi

Aparentadas com espécies encontradas nas ilhas Pequena e Brac Caimão, cresce permanentemente e atinge 1,4 m de comprimento. Endémicas da Grande Caimão, apenas manifestam a característica cor azul em presença de outras iguanas.

Como rápidos aprendizes, as iguanas alargaram a sua dieta natural de mais ou menos 50 espécies nativas de plantas para mais de 130 ao descobrir novas plantas comestíveis, trazidas para a ilha por horticultores e engenheiros paisagistas.

Também são capazes de se adaptar ao ambiente criado pelo Homem, desde que não existam cães e gatos, tanto lhes faz dormir debaixo de de um barracão de madeira como no seu buraco na rocha habitual.

Também há esperança com a construção de suites de lua-de-mel pela BIRP para as iguanas que procriam em cativeiro, que incluem retiros especialmente construídos e uma dieta cuidadosamente balanceada de frutos, flores e verduras variadas.

"As iguanas são muito simples nesta questão. Boa comida, abundância de sol e um local simpático para descansar e passear e basta-lhes", diz Matthew Cottam, gestor de projectos do Departamento do Ambiente das ilhas Caimão, que trabalha com a BIRP.

Mas será demasiado tarde para as iguanas? Podem ainda ser salvas?

"O programa de reprodução em cativeiro tem tido sucesso atrás de sucesso", diz Fred Burton. "As nossas libertações com seguimento estão a ser perfeitas até agora. Se formos capazes de proteger uma área suficiente de habitat e mantê-lo livre de predadores não naturais, temos todas as razões para esperar que pudemos devolver o futuro às iguanas azuis. Esta é uma espécie que podemos salvar."

 

 

Saber mais:

BIRP

National Trust - Cayman Islands

 

 

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@ simbiotica.org, 2005


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