2003-11-23

Subject: Salamandras enganadas ripostam

News of the Wild

 

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Em destaque:

Salamandras enganadas ripostam

 

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Os casanovas anfíbios que se preparem, as fêmeas não aceitam a infidelidade passivamente! As salamandras macho que regressam a casa após uma noite de folia podem esperar pancadaria, revela um estudo recentemente publicado. Estas descobertas espantaram os investigadores do comportamento animal, pois normalmente são as fêmeas que sofrem este tipo de castigo após a infidelidade. 

As fêmeas da salamandra de dorso vermelho Plethodon cinereus não são, nesse aspecto diferentes, mas também castigam quando é a sua vez de serem traídas. 

O etólogo Ethan Prosen, da universidade do Louisiana, foi o responsável pela pesquisa: Esta é a única espécie que conheço em que a tentativa de intimidação da fêmea pelo macho tem imediatamente o troco, revela. 

Ninguém sabe até que ponto a infidelidade é comum entre as salamandras, mas os machos da salamandra de dorso vermelho são conhecidos pela sua agressividade para com as fêmeas que visitam outros machos. Mas dado que os machos e as fêmeas têm o mesmo tamanho, Prosen estava intrigado com o motivo porque as fêmeas toleravam este tratamento violento. 

Prosen separou pares estabelecidos de salamandras retiradas da natureza, colocando os machos em contentores, sozinhos ou com outra fêmea. Desta forma obrigava-os a serem fiéis ou infiéis, respectivamente, observando de seguida a reacção das fêmeas. 

As fêmeas eram de longe mais hostis para com parceiros que tinham estado com outras fêmeas, adoptando uma postura que as tornava aparentemente maiores e mais ameaçadoras, chegando, em alguns casos, mesmo a morder os machos. 

Quase parecia que as fêmeas estavam à espera, em casa, com o rolo da massa, quando os machos infiéis regressavam, relata Prosen. A táctica parece ter como objectivo coagir os machos a serem monogâmicos. 

Além da espécie humana, não se conhece nenhum outro animal com este tipo de comportamento retaliatório. Apesar da monogamia ser rara entre os anfíbios, existem evidências que apontam para a sua existência nas salamandras de dorso vermelho. Até este momento não se tinha era reconhecido o modo como era mantida. 

Feromonas produzidas pela amante do macho permanecem na sua pele, revela o estudo, sendo o comportamento despoletado quando a fêmea detecta estas marcas de batom químicas no macho.  

As fêmeas defendem vigorosamente o seu território de outras fêmeas, pelo que Prosen suspeitou que os machos carregados de feromonas femininas podiam estar a ser confundidos com fêmeas estranhas. Mas as fêmeas não se mostraram agressivas para machos que não conheciam, mesmo que cheirassem a outras fêmeas. 

As salamandras macho não ajudam na criação da prole, pelo que não é claro o motivo porque as fêmeas os querem por perto todo o tempo. A explicação mais provável é as fêmeas estarem a tentar impedir os machos de trazerem outras fêmeas para o seu território, onde competiriam por recursos, sugere Prosen.

 

Outras Notícias:

Salamandras sabem matemática

 

Quando lhes é dada a hipótese de escolher entre tubos contendo duas ou três moscas, as salamandras não hesitam e escolhem o tubo com três. Este tipo de experiência parece indicar que a capacidade de diferenciar entre números pequenos de objectos deverá ter evoluído muito antes do que antes se pensava. 

Os Primatas distinguem com facilidade a maior de duas pequenas quantidades de objectos (desde que inferior a quatro), mesmo sem qualquer treino: os bebés escolhem o jarro com mais bolachas e os macacos o balde com mais pedaços de maçã. 

A surpresa reside, revela Claudia Uller, da universidade da Louisiana e que conduziu esta experiência, no facto de os anfíbios começarem a falhar exactamente da mesma forma que os bebés e os macacos, ou seja, mais de três objectos confundem-nas. 

Existe um número limite de objectos que podem ser reconhecidos de uma só vez. A parte do cérebro que responsável pela atenção não consegue, aparentemente, lidar com mais do que quatro objectos. 

A adição das salamandras à lista de animais com capacidades inatas para a matemática, revela que a noção do número terá evoluído pelo menos há 28 milhões de anos. 

No entanto, há que considerar que quase de certeza se trata de processos diferentes a trabalhar em Primatas e anfíbios. Em macacos, por exemplo, algumas células do córtex pré-frontal respondem a objectos únicos, enquanto outras respondem a pares. As salamandras podem ser influenciadas pelo volume ou pelo ruído produzido pelas moscas. 

 

 

Saber mais:  

Red-backed salamander

 

 

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@ Born to be Wild, 2003


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