2005-05-07

Subject: Céus terrestres estão mais límpidos

 

Bem-vindo(a) a mais uma edição do boletim informativo  News of the Wild

Este boletim é mantido por simbiotica.org, uma rede simbiótica de Biologia e Conservação da Natureza

mantenha-se informado das últimas novidades e troque ideias com todos os que fazem parte desta rede!

 

Em destaque:

Céus terrestres estão mais límpidos

 

  Questões ou comentários para: webmaster@simbiotica.org

Dê a rede simbiotica.org a conhecer a um amigo!!

O ar do nosso planeta clareou nas últimas duas décadas, permitindo a chegada de mais luz solar ao solo, revelam dois estudos publicados esta semana na revista Science.

A redução as emissões industriais em muitos países, bem como a utilização de filtros de partículas nos tubos de escape dos automóveis e nas chaminés, parecem ter reduzido a quantidade de poeiras na atmosfera e tornaram o céu mais transparente.

Tudo isto parecem boas notícias mas os investigadores dizem que o aumento da quantidade de energia solar que atinge o solo também vai aquecer a superfície do planeta, aumentando os problemas associados ao aquecimento global. O aumento da luz do sol também provocará um efeito dominó sobre a cobertura de nuvens, vento, precipitação e temperatura do ar difícil de prever.

Os resultados sugerem que a tendência negativa na quantidade de luz solar que atinge a superfície, que vinha observando desde que a medições tiveram início nos anos 50 do século passado, se inverteu.

Os investigadores alegam que esta tendência, vulgarmente conhecida como "obscurecimento global", começou a inverter-se há mais de uma década, provavelmente logo a seguir ao colapso das economias comunistas e consequente redução dos poluentes industriais.

Este clarear do céu passou despercebido até agora simplesmente porque não havia dados suficientes para uma análise estatisticamente significativa, diz Martin Wild, perito em temas atmosféricos do Swiss Federal Institute of Technology de Zurique e autor de um dos relatórios agora conhecidos.

Wild e a sua equipa analisaram dados relativos aos níveis de luz solar que atingem a superfície, recolhidos por todo o planeta, e descobriram que desde a década de 80 do século passado que tem vindo a acontecer uma transição entre a diminuição e o aumento da radiação solar por todo o lado, excepto em zonas fortemente poluídas como a Índia e algumas localizações específicas na Austrália, África e América do Sul. 

Um segundo estudo, liderado por Rachel Pinker da Universidade do Maryland, College Park, descobriu uma tendência semelhante ao analisar dados de satélite, apesar de sugerir que o clarear do céu é menor. 

 

Ao contrário as estações terrestres, os satélites podem recolher dados de todo o planeta, incluindo oceanos. No entanto, os dados de satélite são difíceis de calibrar, pelo que são considerados menos rigorosos que as medidas obtidas a partir do solo.

Surpreendentemente, o estudo de Wild mostra um clarear da atmosfera sobre a China, apesar da florescente industria dependente de combustíveis fósseis do país. Wild diz que apenas pode especular acerca da possibilidade de o uso de tecnologias amigas do ambiente ser mais comum e eficiente na China do que se considera vulgarmente.

Pelo contrário, as vastas nuvens de smog da Índia, que resultam de fogos florestais e da utilização de combustíveis fósseis, reduziram a quantidade de energia solar que atinge o solo.

Os investigadores vão agora focar a sua atenção sobre os efeitos a longo prazo do ar mais limpo. Uma coisa já sabem, as partículas escuras na atmosfera têm contribuído para o arrefecimento do solo. "É claro que o efeito de estufa foi parcialmente mascarado, no passado, pela atmosfera poluída", diz Andreas Macke, meteorologista do Leibniz Institute of Marine Sciences em Kiel, Alemanha.

As incertezas permanecem pois os cientistas só conseguem seguir uma parte do coberto de nuvens e de partículas atmosféricas, diz Macke. 

Um aumento na cooperação em programas como o International Satellite Cloud Climatology Project, liderado pela NASA, pode ajudar a eliminar estas falhas no nosso conhecimento da forma como o ar poluído afecta o clima, conclui ele. 

 

 

Saber mais:

International Climate Research Programmes

 

 

Comentar esta notícia           Imprimir

 

Recebeu este boletim através de um amigo??

Faça a sua própria subscrição aqui!!

Se não deseja voltar a receber o boletim News of the Wild clique aqui!!

@ simbiotica.org, 2005


Return to Archives

Newsletter service by YourWebApps.com