2003-11-22

Subject: Ameaça das redes de pesca no Mediterrâneo

News of the Wild

 

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Em destaque:

Ameaça das redes de pesca no Mediterrâneo

 

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Tartarugas, golfinhos e tubarões são algumas das vítimas acidentais das redes de pesca no Mediterrâneo, revela o World Wide Fund for Nature. Redes de arrasto permanecem submersas, capturando todo o tipo de criaturas que nade ao seu encontro, são as principais responsáveis por esta situação. 

Esta associação conservacionista considera que em certas zonas do mar a morte de golfinhos atinge tal grau que a sua sobrevivência na região está ameaçada. Pretendem, assim, que a União Europeia imponha a proibição do uso desse tipo de rede. 

As redes flutuantes foram já proibidas pela União em Janeiro de 2002, enquanto as Nações Unidas já tinham adoptado uma moratória sobre as redes flutuantes de grande dimensão 10 anos antes. 

O relatório agora apresentado mostra que as redes usadas no Mediterrâneo têm entre 7 e 14 Km de comprimento, sendo a frota marroquina de 177 barcos a mais mortífera para a biodiversidade marinha deste mar. O WWF estima que mais de 4000 golfinhos sejam capturados acidentalmente nestas redes por ano, só no mar Alboran. Estes animais, especialmente golfinhos listrados e comuns foram já incluídos na Red List of Threatened Species, publicada a 18 de Novembro pelo IUCN-The World Conservation Union.O número de capturas deverá representar cerca de 10% da população de golfinhos da área. 

Outros 13000 golfinhos deverão estar a ser capturados da mesma forma e por ano na zona do estreito de Gibraltar. Esse facto revela que os marroquinos não são os únicos culpados, pois os italianos, franceses, turcos e provavelmente outras frotas a continuar a usar este tipo de rede flutuante, em desrespeito pela legislação. 

As provas recolhidas junto da frota marroquina levam à conclusão que a pesca ilegal com redes flutuantes continua a decorrer em todo o Mediterrâneo, resultando num verdadeiro massacre de espécies vulneráveis. Mais de 4000 Km de redes ilegais são uma armadilha para tudo o que nade na zona. 

O WWF acredita que a frota marroquina capture cerca de 23000 tubarões no mar de Alboran e mais de 77000 em águas vizinhas. O objectivo desta frota é a pesca do peixe-espada, mas por cada dois que capturam, morre um tubarão. 

Outra espécie marinha ameaçada capturada acidentalmente nas redes flutuantes é a tartaruga boba. A única forma de salvar esta, e todas as outras espécies ameaçadas, deste massacre é proibir totalmente a utilização deste tipo de rede na região. A

 União Europeia tem que ajudar todos os países mediterrânicos a implementar planos de conversão das suas redes flutuantes. O WWF quer que a União vigie e acuse criminalmente todos os estados membros cujas frotas utilizem este tipo de rede, bem como que todos os países não pertencentes à União, especialmente os do norte de África as proíbam. 

 

Outras Notícias:

Báltico "amigo" dos golfinhos

 

As águas do norte da Europa devem tornar-se brevemente mais seguras para os golfinhos, graças a um novo plano da União Europeia, que propõem a extensão da proibição total do uso de redes de arrasto flutuantes do Atlântico ao Báltico. Os barcos deverão, em algumas zonas, colocar avisos sonoros nas redes e ter observadores permanentes a bordo. 

Milhares de cetáceos morrem todos os anos em águas europeias, devido a ficarem presos em redes deste tipo. A proibição do uso destas redes a todos os barcos em águas da União e a todos os barcos da União seja onde for entrou em vigor em 2002 mas apenas se aplica aos que capturam certas espécies, nomeadamente atum e peixe-espada. As redes do Báltico, usadas na captura de salmão serão agora incluídas na proibição. 

As propostas da União pretendem: 

  • limitar inicialmente o comprimento da rede flutuante a 2,5 Km, antes de as eliminar gradualmente e por completo até 2007;

  • obrigar os barcos a usar avisos sonoros nas redes, de forma a afastar golfinhos e outros cetáceos menores;

  • introduzir a obrigatoriedade da presença de observadores a bordo, para vigiar a captura acidental de cetáceos. 

Os golfinhos, apesar do seu sofisticado sistema de sonar, morrem aos milhares, presos nas redes flutuantes. No entanto, o comissário europeu Franz Fischler, autor da proposta, está ciente de que haverá grande contestação a estas medidas por parte de alguns estados membros. 

As organizações conservacionistas temem que a utilização de avisos sonoros não seja o melhor caminho, pois não só sem sempre funcionam bem, como podem levar à total exclusão dos cetáceos de certas zonas do mar, devido à pesca intensiva.

No entanto, a colocação de observadores a bordo é uma medida que poderá trazer grandes melhorias a nível da redução do número de capturas acidentais.

 

 

Saber mais:  

W.W.F.

IUCN-The World Conservation Union

Whale and Dolphin Conservation Society

Comissão Europeia - Pescas

 

 

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@ Born to be Wild, 2003


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