2005-05-01

Subject: Acupunctura estimula o cérebro

 

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Acupunctura estimula o cérebro

 

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A acupunctura tem um efeito mensurável, ainda que misterioso, no cérebro, descobriram cientistas ingleses. O seu estudo revelou que os pacientes beneficiam da acupunctura bem para além do que seriam as suas expectativas.

A equipa de investigação utilizou imagens do cérebro para demonstrar que o tratamento com agulhas reais estimula a actividade cerebral bem para além das zonas que são activadas quando se utilizam agulhas fingidas.

"Esta é a primeira vez que um estudo utiliza as imagens do cérebro vivo e se demonstra que o efeito resultante é bem para além do chamado efeito placebo", diz George Lewith, perito em medicina complementar da Universidade de Southampton, que liderou o estudo agora conhecido.

A acupunctura é um antigo tratamento chinês para doenças várias, dores e mesmo dependência, que utiliza agulhas finas em pontos definidos do corpo. O mecanismo por trás do tratamento está longe de ser compreendido e os testes clínicos de acupunctura tem tido resultados contraditórios. 

"Umas vezes resulta, outras não, é muito complicado", diz Ted Kaptchuk, investigador de acupunctura da Universidade de Harvard em Boston, Massachusetts. Muitos estudos têm sugerido que a maioria dos resultados observados se devem apenas ao efeito placebo do tratamento.

Parte desta confusão pode ser devida à utilização de controlos mal definidos nos testes de acupunctura, dizem os peritos. Alguns estudos utilizam agulhas em pontos que não são considerados na acupunctura, por exemplo. Mas também se pode alegar que tudo isto apenas prova que a utilizam de agulhas espetadas no corpo pode ser um tratamento eficaz.

Para definir um efeito placebo melhor, a equipa de Lewith utilizou uma agulha retráctil, que não penetra realmente na pele mas leva o paciente a pensar que o faz. Esta situação levava a que os pacientes acreditassem que estavam a ser tratados quando não o eram.

O grupo de estudo, que consistia em 14 pacientes com dores artríticas nos dedos, foi tratado tanto com acupunctura real como com agulhas falsas que não penetravam a pele. No último caso, os pacientes foram mesmo alertados para o facto de que o tratamento não deveria ter qualquer efeito.

 

Os investigadores usaram, de seguida, tomografia de emissão de positrões para medir a actividade do cérebro. Tanto os pacientes com o tratamento placebo como os com tratamento real mostraram áreas cerebrais activadas que se sabe responderem aos opiáceos libertados pelo cérebro.

A verdadeira acupunctura também aumentou a actividade numa área do cérebro radicalmente diferente, conhecida por insula, que faz parte do córtex cerebral. Não é claro o significado desta situação, diz Lewith, mas indica-nos que existe um efeito real de algum tipo. "O que demonstramos é que a acupunctura é parcialmente modulada pela expectativa do paciente mas também parece ser modulada por um efeito real", diz ele.

Lewith acrescenta que o seu próprio trabalho anterior já tinha indicado que a expectativa do paciente é responsável por parte dos benefícios da acupunctura. Num estudo realizado com doente que sofriam de dores crónicas no pescoço, ele tinha descoberto que o efeito placebo era responsável por 80% do alívio sentido pelos doentes.

Kaptchuk considera que o estudo deve ajudar os investigadores a criar novos testes clínicos para a acupunctura no futuro. "Este estudo dá grandes esclarecimentos em relação aos possíveis mecanismos segundo os quais a acupunctura funciona, o que poderá permitir a obtenção de melhores placebos no futuro", diz ele. 

 

 

Saber mais:

Medicinal leeches - Stuck on you

University of Southampton

British acupuncture council

 

 

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