2005-04-30

Subject: Bornéu é um caldeirão de novas espécies

 

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Bornéu é um caldeirão de novas espécies

 

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Mais de 360 novas espécies foram descobertas na ilha do Bornéu, só na última década, salientando a necessidade crucial de conservação na zona, alerta um relatório do WWF agora conhecido.

Insectos, sapos, peixes, lagartos e cobras nunca antes vistos foram aqui dados a conhecer à ciência pela primeira vez, e o relatório sugere que milhares de outras espécies permanecem por descobrir.

Este espantoso insecto foi descoberto na península de Sangkulirang. Foto @ WWF-Harry Wiriadinata

No entanto, estas espécies agora descobertas e as que ainda aguardam foram de vista estão também sob ameaça eminente, segundo o WWF, pois as florestas do Bornéu estão a ser desbastadas diariamente.

"O Bornéu é sem dúvida um dos centros de diversidade de vida selvagem do mundo", diz Tess Robertson, chefe do programa das florestas do WWF. "É um dos dois únicos locais na Terra onde orangutangos, elefantes e rinocerontes podem ser encontrados."

Para além do famoso orangutango, o Bornéu é lar de outras espécies ameaçadas, como o leopardo das nuvens, o urso malaio e o gibão do Bornéu. 

Entre as 361 novas espécies descobertas desde 1994 encontram-se um peixe-gato e uma barata gigante, que se acredita ser a maior do mundo. Outras espécies incluem 260 insectos, 50 tipos de plantas, 30 peixes de água doce, sete rãs, seis lagartos, cinco caranguejos, duas cobras e um sapo.

O relatório do WWF, intitulado O mundo perdido do Bornéu, sugere que uma panóplia de espécies pode ainda estar à espera de ser descoberta, especialmente na maior e mais intocada floresta, localizada no coração relativamente inacessível da ilha.

Mas estas espécies, tal como as suas compatriotas melhor conhecidas, têm um futuro incerto devido ao comércio de madeira, borracha, óleo de palma e papel.

 

Desde 1996, a desflorestação na Indonésia aumentou em média de dois milhões de hectares por ano, uma área do tamanho da Holanda. O WWF alega que o abate de florestas deve aumentar ainda mais devido ao aumento populacional do país e à escalada da procura nos mercados internacionais.

A Hydrophis sibauensis é uma cobra de água altamente venenosa, descrita pela primeira vez em 2001. Foto @ WWF

De acordo com o relatório, o comércio ilegal de animais exóticos também está em crescimento, pois os trilhos abertos pelos madeireiros e as zonas desbastadas abrem caminho para as áreas mais remotas do território.

O WWF está a trabalhar com a Indonésia e a Malásia numa nova iniciativa para conservar a área conhecida como o "coração do Bornéu", um total de 220000 Km2 de floresta tropical húmida, através do estabelecimento de uma rede de áreas protegidas com gestão sustentada da floresta.

"As florestas do Bornéu são cruciais, não só para a protecção da vida selvagem mas também para salvaguardar os recursos hídricos necessários à prosperidade da ilha", diz Robertson. "A perda do "coração do Bornéu" seria uma tragédia inaceitável não apenas para o Bornéu, mas para toda a Ásia e para o planeta. Estamos mesmo numa situação de agora ou nunca."

 

 

Saber mais:

WWF

 

 

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