2005-04-16

Subject: Comprovados os efeitos nefastos das barragens

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Em destaque:

Comprovados os efeitos nefastos das barragens

 

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Um novo estudo, agora publicado, revela a interferência do Homem em mais de metade dos grandes rios mundiais devido à construção de barragens. Esta é a primeira avaliação a nível mundial que revela até que ponto estas estruturas são ubíquas e o seu impacto no fluxo da água e erosão do solo.

O estudo foi liderado pelo ecologista Christer Nilsson da Universidade de Umeå na Suécia. Ele e os seus colegas interrogaram centenas de outros investigadores e autoridades locais por todo o mundo, de forma a recolher informação sobre a forma como a água dos seus rios se desloca e que quantidade de barragens existe na sua jurisdição.

O interesse de Nilsson na catalogação do impacto das barragens nos ecossistemas começou no final dos anos 80 do século passado, quando um intenso debate começou na Suécia sobre os planos de construção de barragens hidroeléctricas nos únicos três rios de curso livre que restavam no país. 

Ele conta que os proponentes do projecto lhe disseram que não se preocupasse com o impacto ambiental daí resultante porque a maioria dos restantes rios do mundo permaneciam intocados. 

"Não acreditei neles logo na altura, por isso comecei a investigar e notei que não existiam dados sobre o tema", recorda ele. "Este é realmente o primeiro estudo que mostra uma imagem completa sobre este tema."

A sua equipa identificou agora 292 grandes sistemas fluviais, dos quais 172 estão afectados por barragens. Na Europa, mais de 60% dos rios foram classificados como "altamente afectados", o que significa que as construções alteraram o fluxo da água pelo menos em 2%. A Australásia, que inclui a Austrália, a Nova Zelândia e ilhas vizinhas do sul do Pacífico, tem a menor proporção de grandes rios altamente afectados, apenas 17%.

Num outro estudo, também publicado na revista Science desta semana, os investigadores liderados por James Syvitski da Universidade do Colorado em Boulder, mostram que as barragens impedem que quantidades significativas de sedimentos atinjam as zonas costeiras. Sem este fornecimento constante e regular, as regiões em volta da foz dos rios podem sofrer erosão do solo de forma extremamente grave.

Nilsson diz que o seu estudo salienta a natureza global do problema das barragens e alerta para os planos de construção de novas barragens na Ásia e América do Sul. Está planeado, por exemplo, construir 49 outras barragens no rio Yangtze, que já alberga a altamente controversa barragem Three Gorges. Nilsson espera que este estudo ajude a influenciar as entidades responsáveis pela tomada de decisão.

 

"Quando as pessoas virem esta imagem global irão agir de forma diferente", diz ele. Acrescenta que este estudo veio intensificar as suas próprias dúvidas em relação aos projectos de barragens: "A minha preocupação aumentou porque veja que não restam áreas intocadas em termos de rios de curso livre."

O vasto alcance deste novo relatório torno-o muito importante, diz Mike Dunbar, investigador no Centre for Ecology and Hydrology de Wallingford, Reino Unido. Ele considera que estes dados servirão para alertar as pessoas que apoiam a construção destas mega-estruturas.

 

Outras Notícias:

Casa nova, roupa nova 

 

Já devem ter notado a cara lavada (até está mais clara de tão lavada, ah?) deste boletim mas a nova roupagem vai mais além. 

Esta situação justifica a falha dos últimos dias na emissão deste boletim e irá, com certeza justificar ligações quebradas e problemas vários nas páginas dos vários sites associados a esta recém-criada rede simbiótica.

No entanto, não haverá perda de informação em relação ao que já estava de pé nos sites, anteriormente dispersos, À Descoberta da Vida, Born to be Wild, World Wide Web e Jardim florido, apenas uma reorganização dos seus conteúdos num todo mais consistente, com a designação de simbiotica.org.

Esperemos que os problemas que tivemos todos estes meses, desde o grande crash de Fevereiro, estejam finalmente ultrapassados. Afinal sempre foram eles os que nos levaram a esta tomada de decisão drástica ...

 

 

Saber mais:

Umeå University

The World Commission on Dams

UNEP Dams & Development

 

 

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