2003-11-19

Subject: Japão descobre nova espécie de baleia

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Japão descobre nova espécie de baleia

 

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Uma espécie nunca antes identificada de baleia foi registada por investigadores japoneses. O animal é um parente próximo do rorqual azul e recebeu o nome científico de Balaenoptera omurai, revela a revista Nature.

Os seus descobridores que o DNA do animal de 12 metros de comprimento, bem como as suas características anatómicas, o distinguem das baleias de barbas já conhecidas. Esta descoberta pode vir a complicar o já aceso debate sobre a retoma da caça à baleia. É provável que pelo menos adie a caça regular de algumas espécies, consideram os comentadores. 

A descoberta foi realizada por uma equipa liderada por Shiro Wada do Instituto Nacional de Investigação das Pescas de Yokohama.

Os investigadores investigaram o DNA de conhecidas por baleias de Bryde. O debate sobre a correcta classificação taxonómica desta espécie já durava há alguns anos. Esta espécie era frequentemente confundida com as baleias Eden, não sendo claro se existiam duas espécies ou apenas uma. 

Esta equipa agora considera que existem 3: baleias de Bryde, de Eden e a nova espécie agora classificada. Todas estas espécies correspondem ao que se designou baleias de barbas, que usam longas fibras pendentes da mandíbula superior para filtrar o seu alimento preferido o krill. 

Se este estudo for aceite pela comunidade científica, o número de espécies de baleias de barbas vivas passará de 6 para 8. As restantes 5 espécies são o rorqual azul (o maior mamífero do mundo) , a baleia de bossa, a baleia anã, a baleia boreal e a baleia comum. 

 

Estas descobertas foram baseadas no estudo de uma baleia morta que deu à costa da ilha japonesa de Tsunoshima em 1998, bem como vários outros espécimes capturados há 30 anos ao abrigo do muito criticado programa científico de caça à baleia. Sem este programa nunca teríamos feito este estudo, enfatiza o doutor Wada. 

A classificação como nova espécie de B. omurai foi atribuída pelo seu padrão distinto de DNA, estrutura craniana e, em particular, ao menor número de barbas. 

Comentando a descoberta, o professor Bo Fernholm, do Museu de História Natural da Suécia e antigo presidente da International Whaling Commission, referiu que as evidências são bastante convincentes. Considerou igualmente que esta descoberta irá ter impacto do debate sobre se países como a Noruega, Japão e Islândia poderão ser autorizados a retomar a caça comercial da baleia. 

Este facto é crucial pois o Japão pretende caçar baleias de Bryde e a situação torna-se complexa se existirem 3 espécies diferentes. 

 

 

Saber mais:  

Nature

Mamíferos Portugueses

Japanes National Research Institute of Fisheries Science

International Whaling Comission

 

 

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@ Born to be Wild, 2003


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