2005-04-09

Subject: Cientistas descobrem como a malária escapa ao sistema imunitário

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Cientistas descobrem como a malária escapa ao sistema imunitário

 

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Os cientistas descobriram de que forma o parasita causador da malária mais mortal se "esconde" do sistema imunitário humano. 

A equipa internacional responsável pelo estudo revelou que o Plasmodium falciparum muda constantemente a aparência de uma proteína que deposita nas células infectadas. Isto significa que o sistema imunitário humano não tem tempo para criar anticorpos contra a proteína, antes que o parasita a altere.

Esta descoberta, esperam os cientistas, pode conduzir a novas vias de investigação de medicamentos contra a malária, que causa doença aguda em mais de 300 milhões de pessoas e pelo menos um milhão de mortes todos os anos, na sua maioria em países em vias de desenvolvimento.

O parasita P. falciparum evoluiu de forma a ter uma vida longa, pois tem que sobreviver á passagem pelo corpo do hospedeiro intermediário (o mosquito) antes de ser transmitido ao seu hospedeiro definitivo (o Homem).

Obtém esta longevidade alterando continuamente a versão de uma proteína conhecida por PfEMP1, que deposita na superfície das células infectadas.

Quando o sistema imunitário humano "aprende" a reconhecer esta proteína e começa a fabricar anticorpos contra ela, o parasita já passou a produzir uma forma diferente da proteína, e o jogo das "escondidas" recomeça.

Já era sabido que uma família de genes conhecida por Var controla a produção da proteína PfEMP1. O genoma do parasita da malária contém pelo menos 50 genes Var, mas apenas um é expresso num dado momento, originando uma única versão da proteína PfEMP1. Ao longo do processo de infecção, o gene Var expresso vai alternando.

A equipa de investigação, liderada por cientistas do Howard Hughes Medical Institute no Maryland, investigaram o motivo porque este padrão ocorre e descobriram que existem diferenças no DNA dos genes Var activos e "silenciosos".

Nos genes silenciosos, uma proteína designada por "silent information regulator 2" (SIR2) desempenha um papel importante no "silenciar" do DNA. Também existe um mecanismo no genoma para "deslocar" o gene Var seleccionado para a ribalta, de forma a que se torne activo.

 

Os investigadores dizem que descobrir algo mais sobre o mecanismo pelo qual os genes Var são activados ou desactivados pode levar ao desenvolvimento de novas drogas contra a malária.

Alan Cowman, que liderou o estudo, disse: "Se conseguíssemos descobrir uma forma de obrigar o parasita a activar todos os genes Var, o corpo poderia estar em contacto com todas as variações e o sistema imunitário poderia passar a ser capaz de controlar a infecção."

Chris Newbold, do Weatherall Institute of Molecular Medicine, Oxford, considera este estudo um passo muito útil em direcção à descoberta de tratamentos eficazes mas que ainda não existe informação suficiente para se desenvolverem novas drogas.

"Se pudéssemos activar todos os genes ao mesmo tempo, ou desactivá-los, isso seria realmente uma potente forma de controlar a doença mas ainda não compreendemos o suficiente dos mecanismos intervenientes."

 

 

Saber mais:

Cell

Weatherall Institute of Molecular Medicine

Wellcome Trust - malaria information

Mosquitos podem ajudar a combater a malária

Peixes "devoram" malária na Índia

 

 

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