2005-04-08

Subject: Comportamento do vírus Marburg espanta cientistas

News of the Wild

 

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Comportamento do vírus Marburg espanta cientistas 

 

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O surto actual do mortal vírus Marburg em Angola está a colocar questões difíceis acerca deste enigmático agente patogénico e das suas origens.

A cinco de Abril, as autoridades angolanas relataram a ocorrência de 181 casos de febre hemorrágica de Marburg, dos quais 156 foram fatais. O surto deste raro mas letal vírus, que provoca febre e o colapso circulatório, é o pior de que há registo.

As principais preocupações das autoridades de saúde locais são o tratamento dos infectados e o bloqueio da disseminação do vírus. A Organização Mundial de Saúde e outros grupos médicos estabeleceram cinco grupos móveis de vigilância na província do Uíge, onde o surto surgiu, para identificar os rumores de novos casos, segundo revela o porta-voz Dick Thompson.

Os investigadores interessados na doença estão a dar especial atenção a alguns aspectos pouco usuais deste último surto. Um desses aspectos, a probabilidade de morte dos infectados pelo Marburg, actualmente acima dos 85%, é mais elevada que nas situações anteriores. No primeiro incidente com este vírus, que partiu de macacos infectados oriundos do Uganda em 1967, perto de 23% dos infectados morreu.

A elevada taxa de mortalidade é semelhante à do outro único surto em grande escala, ocorrido na República Democrática do Congo entre 1998 e 2000. Aí, mais de 80% dos pacientes infectados morreram, de acordo com as análises levadas a cabo por Daniel Bausch, da Tulane School of Public Health and Tropical Medicine de Nova Orleães.

Não é claro o motivo porque a taxa de mortalidade é tão diferente de surto para surto. Alguns autores pensam que os diversos eventos foram causados por estirpes de virulência diferente. O seu primo Ébola, por exemplo, é conhecido por apresentar estirpes com taxas de mortalidade muito variadas.

Também é possível que os pacientes envolvidos nos diferentes surtos tenham estado em contacto com doses variáveis do vírus, sugere Bausch. Os pacientes também ter sido infectados de formas diferentes, ou os africanos podem receber cuidados de saúde menos eficazes e ter uma saúde geral mais debilitada. 

Um segundo aspecto estranho surgido em Angola é o facto de três quartos dos infectados serem crianças com menos de cinco anos de idade, um padrão de infecção que não foi observado em epidemias anteriores.

 

Novamente, esta situação pode ser explicada pela possibilidade de este surto ser causado por uma estirpe ligeiramente diferente. No entanto, os peritos preferem uma explicação alternativa: as crianças devem ter algo em comum que as ajudou a apanhar o vírus. Elas podem, por exemplo, ter recebido vacinas infantis com seringas reutilizadas contaminadas com o vírus.

A situação em Angola também pode ajudar a lançar luz sobre uma das questões mais intrigantes sobre o Ébola e o Marburg: de onde surgem estes vírus? Dado que o Marburg apenas desencadeou um punhado de surtos reconhecíveis desde que foi descoberto, os investigadores não tiveram hipótese de analisar a doença.

Nos estudos que realizou durante o surto congolês, Bausch e a sua equipa associaram quase todos os casos a pessoas que tinham entrado numa mina de ouro local. Eles suspeitam que os pacientes terão sido infectados a partir de animais cavernículas, talvez morcegos.

No surto actual, as crianças também podem ter estado em contacto com morcegos, especula Bausch. Podem brincar ou trabalhar nas cavernas locais, ou comer fruta recolhida de árvores onde os morcegos pousam.

Estas questões apenas serão respondidas depois de a situação actual estar sob controlo e os investigadores possam começar a seguir o vírus até à sua origem. Os investigadores poderão então ser capazes de determinar a sequência genética dos infectados, para ver se todos os casos têm origem num único paciente.

Todas estas investigações têm que esperar, no entanto, até que a ameaça à saúde pública tenha sido aliviada, diz o especialista em doenças infecciosas Bob Swanepoel do National Institute for Communicable Diseases em Sandringham, África do Sul.

 

 

Saber mais:

Perguntas e respostas sobre o surto do vírus Marburg

Factos sobre a febre hemorrágica (Marburg)

Viral haemorrhagic fevers

World Health Organization

 

 

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@ Born to be Wild & À Descoberta da Vida, 2005


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