2005-04-05

Subject: Caçadores com novas quotas para ursos polares

News of the Wild

 

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Caçadores com novas quotas para ursos polares

 

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As autoridades canadianas são novamente notícia pelas piores razões: aumentaram as quotas de caça de urso polar em cerca de 30% para a região de Nunavut mas os conservacionistas temem que esta decisão não esteja devidamente fundamentada em dados científicos.

Em Janeiro, a quota total dos caçadores de Nunavut foi aumentada de 403 ursos para 518. A permissão para matar mais ursos polares foi concedida após pedidos dos caçadores nativos Inuit, que alegam ter observado mais ursos na região este ano, e segundo conselho das organizações de fauna selvagem locais.

Os ursos polares, juntamente com as focas e as morsas, são a maior fonte de carne, gordura e peles para os esquimós que vivem em pequenos enclaves nas regiões costeiras do Canadá, Groenlândia, Alaska e norte da Sibéria. Muitos ursos são igualmente abatidos por caçadores desportivos, principalmente oriundos dos Estados Unidos, que pagam até US$28000 por uma licença de caça.

Mas os cientistas consideram que a decisão viola o Acordo de Conservação dos Ursos Polares, assinado em 1973 pelo Canadá, Dinamarca, Noruega, Estados Unidos e União Soviética (como se designava na altura) para proteger as populações de ursos da caça excessiva e da destruição do seu habitat.

O acordo pretende garantir uma gestão sustentada e baseada em dados cientificamente rigorosos destes mamíferos, obrigando à consulta de todos os signatários antes de qualquer alteração de quotas unilateral.

"O aumento da densidade local de ursos observada não justifica o aumento das quotas só por si", diz Øystein Wiig, zoólogo do Museu da Universidade de Oslo e perito em ursos polares da World Conservation Union. "Esta taxa de abate dos ursos pode ser muito superior à que a população da baía de Baffin pode sustentar."

Funcionários do governo canadiano, no entanto, contestam esta visão. Mitch Taylor, biólogo principal do governo de Nunavut, refere que todos os estudos científicos foram devidamente considerados antes da decisão de aumentar as quotas ser tomada. Para além disso, considera que o conhecimento tradicional dos nativos Inuit sobre o efectivo populacional de ursos deve merecer mais confiança do que tem tido até agora.

Dos 25000 ursos polares que se estima existam na região árctica, perto de metade vivem em território do norte do Canadá. Em todo o mundo, cerca de 1000 animais são mortos anualmente pelos caçadores. 

 

Neste momento a espécie não está classificada como ameaçada mas os cientistas estão preocupados com a ameaça que as alterações climáticas podem colocar a estes animais.

Investigadores noruegueses revelaram em 2003 que os ursos, que percorrem grandes distâncias, acumulam níveis relativamente altos de poluentes industriais como PCB nos seus corpos.

Para além disso, existe uma crescente preocupação acerca das perdas de habitat associadas ao aquecimento global. A subida das temperaturas globais é particularmente pronunciada nas latitudes mais elevadas e o consequente degelo ameaça deixar muitos ursos sem lar.

Para sobreviver, os animais são forçados a viver em áreas cada vez menores e permanecem em terra firme cada vez mais tempo no Verão. Esta é a explicação mais provável para a concentração de ursos observada pelos nativas na região de Nunavut.

Wiig acrescenta que não está a colocar em questão o direito dos Inuit à caça de ursos polares. "Não há problema nenhum com a caça, desde que o abate de animais seja sustentável", diz ele. 

 

 

Saber mais:

World Conservation Union

Exija o fim da caça à foca

Estudo sobre ursos polares relembra perigo de alterações climáticas

Novas ameaças para os ursos do Alaska

Alerte os seus amigos para a perda de habitat dos ursos polares e para a crueldade da caça à foca!

 

 

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@ Born to be Wild & À Descoberta da Vida, 2005


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