2005-04-03

Subject: Vacas transgénicas são um sucesso

News of the Wild

 

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Vacas transgénicas são um sucesso

 

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Todos os anos a industria leiteira perde milhares de milhões de euros devido à mastite, uma infecção das glândulas mamárias das vacas, mas os investigadores tiveram agora sucesso na modificação genética das vacas, o que as torna resistentes a esta doença.

A infecção bacteriana causa inflamação e inchaço, levando a uma quebra na produção de leite. Combinada com os custos do tratamento da doença, esta infecção provoca graves prejuízos.

Os avanços tecnológicos que tornam possível a recolha de mais leite também dificultam a contenção da mastite. "Aumentámos a nossa produção com as máquinas de ordenha mas estas espalham a doença de vaca para vaca", explica Andrew Biggs, perito em mastite do Vale Veterinary Centre em Tiverton, Devon.

Uma das bactérias causadoras da mastite, Staphylococcus aureus, é espantosamente resistente ao tratamento: apenas 15% das infecções por ela causadas são eliminadas pelos antibióticos. Os medicamentos geralmente não penetram nas glândulas mamárias, deixando vivas muitas bactérias no seu interior.

Para resolver este problema, uma equipa de investigadores americanos virou-se para a engenharia genética. Introduziram um gene de uma bactéria aparentada, S. simulans, no DNA de vacas Jersey, o que lhes permite produzir uma proteína que mata as bactérias S. aureus.

Esta é a primeira vez que os biólogos criaram uma vaca transgénica resistente a doenças. Tentativas anteriores para melhorar a capacidade de resistir a doenças tinham sido realizadas em galinhas e ovelhas.

A utilização de engenharia genética para combater a mastite representa um uso judicioso da tecnologia, refere Robert Wall do US Department of Agriculture em Beltsville, Maryland, que ajudou a criar as vacas. "Esta tecnologia é muito poderosa mas também a reprodução selectiva. Não quisemos "gastar" engenharia genética para criar um animal que os criadores poderiam obter por selecção artificial", diz ele. "Isso tornou a mastite um alvo interessante, pois criar vacas resistentes ainda não tinha sido possível."

Wall e os seus colegas criaram cinco vacas transgénicas adultas transportando o gene da proteína lisostafina das bactérias S. simulans. As três que foram testadas mostraram uma resistência significativamente superior à infecção por S. aureus.

Das glândulas mamárias infectadas com culturas de bactérias d emastite, apenas 14% desenvolveram a doença nas três vacas modificadas, em comparação com as 71% nos animais controlo. A vaca transgénica que produziu a maior quantidade de lisostafina nunca foi infectada.

 

Mas terá a lisostafina problemas se ingerida pelo Homem? Os investigadores acreditam que não. "Não parece atacar proteínas de mamífero, logo é pouco provável que seja prejudicial à vaca ou ao consumidor", diz Wall.

No entanto, Biggs está céptico quanto à aceitação das vacas modificadas por parte dos criadores. Produtos como a carne de vaca já têm uma história pouco clara com a doença das vacas loucas, mas o leite "tem uma imagem limpa", diz ele. "A engenharia genética pode reduzir a incidência de mastite mas se os consumidores implicarem, essas vacas não terão futuro."

Biggs salienta também que este avanço não cura todos os tipos de mastite. "Esta situação só actua perante um dos agentes causadores da mastite, logo só haverá benefícios nas manadas com problemas de S. aureus", diz ele. 

"Esta é uma doença contagiosa que pode ser controlada com boa higiene e práticas de ordenha adequadas", diz Leo Timms da Iowa State University em Ames. "É uma tecnologia interessante mas não é uma substituição para todas as outras práticas de prevenção."

Wall não espera que as vacas transgénicas surjam nas leitarias brevemente. "Estes animais são apenas um primeiro passo no que, provavelmente, será um processo de décadas."

 

 

Saber mais:

US Department of Agriculture

Anatomy of the udder

 

 

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@ Born to be Wild & À Descoberta da Vida, 2005


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