2005-04-01

Subject: Riso dos animais não é anedota

News of the Wild

 

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Em destaque:

Riso dos animais não é anedota

 

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Há medida que o cérebro humano evoluiu, o riso surgiu antes da fala, revela um estudo agora publicado. No entanto, o riso e a alegria não são exclusivos do Homem, pois já existia noutros animais há muito tempo.

"O riso humano tem raízes no nosso passado animal", diz Jaak Panksepp, professor de psicobiologia na Universidade Estadual de Bowling Green no Ohio. Panksepp estudou ratos e descobriu que, quando brincam, produzem uma forma primitiva de riso, uma espécie de chilreio. 

Ao estudar o riso, os cientistas têm-se focado essencialmente nos temas relacionados (humor, personalidade, benefícios para a saúde, teorias sociais) e não no riso propriamente dito. Este novo estudo mostra que os circuitos neurais do riso existem em regiões muito antigas do cérebro humano.

Os investigadores dizem que a capacidade de rir emerge cedo no desenvolvimento das crianças, como sabem todos os que já fizeram cócegas a um bebé. Há vastas evidências de que muitos outros mamíferos produzem sons de brincadeira, como arquejos e arfares, semelhantes ao riso humano. De facto, não é surpreendente, pois os animais têm muitas respostas emocionais, tal como o Homem.

"O reconhecimento pelos neurocientistas de que os mecanismos cerebrais subjacentes à dor, prazer, medo e luxúria são os mesmos no Homem e noutros mamíferos sublinha a nossa semelhança com essas espécies", diz Tecumseh Fitch, psicólogo da Universidade de St. Andrews na Escócia.

Num estudo de 2003, Panksepp e outro neurobiólogo da Universidade de Bowling Green Jeff Burgdorf demonstrou que se se fizer cócegas a ratos, eles produzem uma espécie de chilreio alegre e formam laços com os investigadores, passando a procurar as cócegas mais frequentemente.

"Decifrar os circuitos neurais dos ratos alegres pode ajudar a compreender a forma como emergiu a brincadeira e as palhaçadas no nosso expansivo córtex cerebral", diz Panksepp.

Robert Provine, professor de psicologia da Universidade de Maryland em Baltimore, concorda que existe uma continuidade evolutiva no riso. A sua origem deve estar nas cócegas e nas brincadeiras, diz ele.

Provine, autor de Laughter: A Scientific Investigation, e outros cientistas estudaram chimpanzés e descobriram uma ligação entre os seus ruídos do tipo riso e a gargalhada humana.

"A gargalhada e o riso são literalmente o som da brincadeira, com o primitivo arfar (resultante da respiração esforçada da brincadeira activa) a tornar-se o riso humano", diz Provine.

Estudando a transição entre o arfar dos chimpanzés e a gargalhada humana, os cientistas descobriram que o controlo da respiração é crucial para a emergência tanto do riso como da fala.

As fontes de brincadeira e de riso são instintivas, acreditam os cientistas. Se for assim, muitos dos comportamentos instintivos de outros animais podem ajudar os investigadores a compreender melhor a consciência humana.

"Por exemplo, nós podemos ser menos conscientes do que achamos, sobrevalorizando o seu efeito na nossa vida", diz Provine. "Não somos por exemplo, conscientes da inconsciência. Em relação ao riso, dado que não é controlado conscientemente, não o usamos como as palavras, não o controlamos." 

 

Outras Notícias:

O seu protesto é urgente: exija o fim da caça à foca

 

Porque continua o Canadá a querer matar focas com apenas duas semanas de vida, afinal?

A resposta é bem simples: lucro. Se as peles de foca não fossem valiosas, estes bebés não seriam mortos.

A ganância de alguns está a tornar um dos locais mais preciosos, do ponto de vista de património natural deste planeta, num verdadeiro matadouro.

O Departamento de Pescas e Oceanos canadiano anunciou a intenção de continuar a reduzir o efectivo populacional das focas da Groenlândia em um terço, sem qualquer justificação científica.

O incentivo, levado pela ganância, de maximizar os lucros matando o máximo de animais no mínimo tempo possível, não só é cruel como desrespeita todas as directrizes internacionais de protecção do património natural, podendo conduzir esta espécie à extinção.

O governo canadiano conta com o nosso silêncio para prosseguir esta caçada vil, totalmente em desacordo com a reputação do país de ser civilizado e preocupado com o futuro.

Todos esperamos o dia em que o governo canadiano, a industria de peles e todos os outros envolvidos na manutenção deste estado de coisas, se apercebam que as focas valem bem mais do que o preço da sua pele.

Mas esse dia só chegará se todos unirmos a nossa voz para falar pelos indefesos. 

Graças à indignação mundial que ocorreu durante os anos 70 do século passado, a morte com objectivos comerciais de focas bebés de pelo branco foi proibida em 1987. Graças a todos os que protestaram, a caça à foca estava lentamente a morrer, até que o governo canadiano reatou os subsídios por carne de foca e estabeleceu quotas permitindo a morte de mais de um quarto de milhão de focas todos os anos.

Por esse motivo, uma vez mais é preciso dizer "BASTA" de mortes injustificadas. É tempo de fazer ao governo canadiano que não pode continuar a ignorar a opinião pública mundial que se opõe a esta caçada bárbara.

A tua voz pode fazer a diferença!

 

 

Saber mais:

Escreva ao Primeiro Ministro canadiano (Greenpeace)

Não fique calado! (IFAW)

Proteste contra o massacre de focas no Canadá

Greenpeace: Seal science report

Seal Song - The Canadian Seal Slaughter

Ban the Canadian Harp Seal Hunt

 

 

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@ Born to be Wild & À Descoberta da Vida, 2005


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