2005-03-28

Subject: Polvos andam em bicos de pés

News of the Wild

 

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Em destaque:

Polvos andam em bicos de pés

 

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Clique aqui para ver o passeio em "bicos de pés" do polvo Octopus marginatus, que parece uma espécie de coco com pernas. Vídeo © Sea Studios Foundation

Duas minúsculas espécies de polvos tropicais demonstraram ser capazes de um espantoso número de desaparecimento. Adoptam um "andar" apoiado em dois tentáculos, libertando os restantes seis braços para se camuflarem, escapando ao perigo.

"Quando nos apercebemos que um estava a andar, ficámos abismados. É a primeira vez que se fala de locomoção bípede subaquática, pelo menos que eu saiba", diz Christine Huffard da Universidade da Califórnia em Berkeley, que capturou este estranho comportamento em vídeo.

A equipa de Huffard filmou o polvo Octopus marginatus, do tamanho de uma maçã, nas águas tropicais da Indonésia. Em vez do seu habitual rastejar mais ou menos esparramado pelo fundo, o O. marginatus fugiu dos mergulhadores andando sobre dois braços, enquanto os restantes ficavam enrolados em volta do corpo, o que lhe dava a estranha aparência de um coco com pernas.

Fazendo rolar o seu braço traseiro pelo fundo do mar e repetindo esta acção com o segundo braço, o polvo desloca-se como que sobre um tapete rolante. "parece que está a andar para trás, como nos telediscos", diz Huffard.



Clique aqui para ver um vídeo do polvo Octopus aculeatus. Com os restantes tentáculos estendidos, parece uma massa de algas à deriva. Vídeo © Christine Huffard

Parecer-se com um coco pode ajudar o O. marginatus a passar despercebido acredita Huffard. Há grande abundância de cocos no fundo do mar naquela zona, salienta ela.

A espécie aparentada Octopus aculeatus, com o corpo do tamanho de uma noz, também foi filmado a andar, desta vez sobre o chão de um aquário.

Com os braços levantados sobre a cabeça, o polvo parecia antes uma massa de algas à deriva.

Sempre se pensou que a locomoção bípede exigia a presença de músculos apoiados num esqueleto rígido mas os polvos andaram usando apenas a contracção de músculos antagonísticos, uma técnica que os investigadores pensam que necessite de pouco controlo cerebral.

"Há ainda tanto a aprender acerca do comportamento dos polvos. É muito possível que eles andem de outras formas e que não sejam as únicas espécies a fazê-lo", diz Huffard.

 

Outras Notícias:

A promessa do "arroz dourado"

 

Cientistas britânicos desenvolveram uma nova variedade de arroz geneticamente modificado conhecido por "arroz dourado", capaz de produzir uma maior quantidade de beta-caroteno. 

O corpo humano converte o beta-caroteno em vitamina A, pelo que, dado que esta variedade o produz 20 vezes mais que as anteriores, pode ajudar a reduzir as deficiências infantis desta vitamina nos países em vias de desenvolvimento. A Organização Mundial de Saúde estima que até 500000 crianças ceguem todos os anos devido a esta carência.

Quando a variedade original de arroz dourado foi criada em laboratórios suíços há 5 anos, foi considerada por muitos como uma solução instantânea para o problema.

Mas essa variedade original não produzia beta-caroteno em quantidade suficiente para que as crianças obtivessem as quantidades mínimas necessárias com um consumo normal de arroz. Para além disso, as preocupações com as culturas geneticamente modificadas levaram a que ainda não tenha sido testado nos campos asiáticos.

A nova variedade, desenvolvida nos laboratórios britânicos da companhia de biotecnologia Syngenta, produz muito mais beta-caroteno.

A Syngenta está a disponibilizar o arroz de graça para os centros de investigação espalhados por todo a Ásia, que irão, se tiverem o acordo dos seus governos, iniciar os testes de campo.

Mas nem todos acreditam que o arroz dourado seja a melhor solução para a deficiência de vitamina A. Alguns peritos em agricultura e grupos ambientalistas alegam que a obtenção de uma dieta equilibrada seria uma solução muito melhor.

Ainda assim, esta é a primeira prova de que esta tecnologia pode produzir colheitas com o objectivo de resolver problemas urgentes do terceiro mundo, em vez de aumentar os lucros de companhias ocidentais de biotecnologia. 

 

 

Saber mais:

Octopus marginatus

Syngenta

 

 

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@ Born to be Wild & À Descoberta da Vida, 2005


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