2005-03-22

Subject: A arrepiante realidade das quintas de peles da China

News of the Wild

 

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Em destaque:

A arrepiante realidade das quintas de peles da China

 

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Pêlo de Raposas, guaxinins, chinchilas, martas, cães e gatos criados e mortos cruelmente em quintas de peles na China é comercializado e usado regularmente na Europa e nos Estados Unidos.

Investigações levadas a cabo pelas organizações de defesa dos direitos dos animais Swiss Animal Protection, East International e Humane Society of the United States expõem realidades arrepiantes nas quintas de peles da China, onde estes e outros animais vivem em morrem em sofrimento extremo para alimentarem o comércio e uso de peles nos países ocidentais.

Os investigadores sob disfarce da Swiss Animals Protection e da East International realizaram as suas investigações na província de Hebei, revelando porque motivo não são permitidas visitas regulares a estas quintas. Os animais são frequentemente espancados e esfolados vivos e plenamente conscientes, pendurados pelas patas ou espetados em ganchos pela cauda.

É frequente os trabalhadores pisarem a cabeça ou o pescoço dos animais que resistem mais vigorosamente a esta tortura, paralisando-os mas não os matando. Quando a pele é arrancada, o corpo moribundo é atirado para um monte, por vezes com centenas de animais.

Muitos dos animais nestes amontoados de corpos estão ainda vivos, tentando respirar por entre o sangue, e pestanejando ainda. Em alguns casos, os animais sobrevivem até dez minutos depois de terem sido esfolados. Um investigador gravou em vídeo um guaxinim esfolado por cima dos restantes corpos que, espantosamente, teve ainda força suficiente para levantar a sua cabeça sem pele e cheia de sangue, fixando o investigador e a câmara que o filmava. Veja este vídeo aqui.

Todos os animais nestas quintas assistem ao processo, vendo outros animais a passarem por todo este sofrimento e antecipando o que de seguida lhes acontecerá. Fechados em jaulas mínimas e sujas, o seu brutal destino é esta morte cruel.

Na China, a criação e morte de animais para extracção da sua pele e pêlo não obedece a quaisquer regras, uma vez que não há legislação que regulamente esta actividade. Nestas quintas, raposas, martas, coelhos e outros animais exibem distúrbios comportamentais, como movimentos repetitivos e constante abanar das cabeças, em jaulas de arame, em que os animais estão expostos à chuva, ao frio gélido, ou, noutros momentos, ao calor extremo. 

As mães, perturbadas pelo tratamento agressivo e pela impossibilidade de se abrigarem para ter as crias, acabam quase sempre por matar as suas crias. Doenças e ferimentos são comuns nestes animais, que não têm qualquer espécie de assistência nem recebem qualquer cuidado, acabando muitas vezes por roer as próprias patas.

Uma outra investigação, realizada pela Humane Society of the United States, na China revelou que cães Pastor Alemão são a raça preferida para a criação nestas quintas, pois o seu pêlo cinzento e dourado é muito procurado para a produção de casacos e acessórios de pêlo. O pêlo cinzento é mais caro do que o pêlo dourado, por ser facilmente vendido como pêlo de raposa ou guaxinim, espécies vulgarmente usadas para a produção de acessórios de pêlo.

A globalização do comércio faz com que seja impossível saber qual a origem dos produtos de pêlo. As peles e pêlo dos animais são artigos leiloados internacionalmente e distribuídos por fabricantes de peças de vestuário e acessórios de pêlo em todo o mundo, com os produtos finais a serem vulgarmente exportados. 

A China fornece mais de metade das peças finais de acessórios de pêlo importadas para comercialização nos Estados Unidos. Mesmo que uma etiqueta de um casaco ou acessório com pêlo refira uma origem europeia, os animais cujo pêlo compõem essas peças foram provavelmente criados e mortos numa parte diferente do mundo, possivelmente numa quinta de peles da China.

Mesmo que o animal tenha sido criado e morto numa quinta de peles americana ou europeia, o cenário pode não ser tão gritante como na China mas não será bom. Os animais continuam a ter vidas miseráveis em gaiolas minúsculas e são mortos por quebra do pescoço, asfixia, afogamento, envenenamento com gás ou electrocussão anal ou vaginal.

Quem usa um casaco de pêlo ou qualquer acessório que tenha pêlo de algum animal, pode ser considerado cúmplice deste comércio cruel. Quem comercializa estas peles e as promove, como é o caso da estilista Fátima Lopes, é certamente conivente com este crime.

Veja o vídeo que expõe esta crueldade aqui e divulgue esta mensagem e este vídeo, o mundo tem que ser alertado para esta situação: a morte nunca está na moda!

 

Outras Notícias:

Ajude a acabar com a morte de milhares de focas bebé no Canadá

 

Centenas de milhar de focas bebé estão, neste momento, prestes a morrer nas imaculadas extensões brancas do Canadá. Dentro de poucos dias, focas com apenas 12 dias de vida serão mortas à paulada e a tiro, muitas deixadas à morte na água ou puxadas para barcos com arpões. 95% das focas mortas terão menos de 3 meses de idade, mas ainda há tempo de as ajudar.

A caça à foca não é grande desafio. A maioria das focas bebés permanece sozinha no gelo, totalmente indefesa enquanto é violentamente cortada. Os seus gritos soam quase patéticos antes de serem mortas e esfoladas.

Após as focas serem esfoladas, as carcassas são abandonadas no gelo, em pilhas com centenas de indivíduos. A sua carne nunca é utilizada. Este acto anual de crueldade sem sentido é apoiado pelo governo canadiano.

Morrem actualmente tantas focas como durante as décadas de 50 e 60 do século passado, quando a caça excessiva empurrou as focas para perto da extinção. A indignação internacional ajudou a acabar com a morte das focas bebés de pêlo branco na década de 80 mas, desde então, os políticos canadianos têm vindo a implementar subsídios escondidos para voltar a incrementar a caça e ganhar o apoio da industria pesqueira.

A organização conservacionista IFAW pede novamente a nossa ajuda para expor esta situação intolerável. 

O governo canadiano quer fazer crer ao público que ninguém se preocupa realmente com o sangue derramado todos os anos no golfo de St. Lawrence, enquanto a industria pesqueira conta com o facto da maioria das pessoas não saber do que se passa. Mas nós podemos mostrar-lhes que isso não é verdade.

A caçada deste ano vai continuar até que se atinja a quota de 319500 focas. O IFAW vai estar presente, documentando esta crueldade para o mundo. Todo o esforço terá valido a pena se, pelo menos, uma foca bebé puder ser salva de uma morte sem sentido. 

 

 

Saber mais:

ANIMAL - Associação Nortenha de Intervenção no Mundo Animal

IFAW

The Humane Society of the United States

Protection Suisse des Animaux

Estilista Fátima Lopes afirma “Sou a favor das peles”

Chacina de animais retomada em nome da moda

 

 

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@ Born to be Wild & À Descoberta da Vida, 2005


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