2005-03-18

Subject: Animais de quinta precisam de estímulo e carinho

News of the Wild

 

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Animais de quinta precisam de estímulo e carinho

 

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Os animais de quinta têm sentimentos que têm que ser respeitados e protegidos, revelam investigadores numa conferência realizada em Londres. Eles acreditam que os animais não devem ser considerados simples autómatos, até as vacas gostam de resolver problemas e as ovelhas formam amizades profundas.

Delegados de todo o mundo reunidos na conferência do Fundo Mundial para uma Pecuária Compassiva (CIWF) partilharam formas de explorar a mente dos animais, de avaliar o seu sofrimento e aliviar a sua dor.

"O estudo da consciência animal é um dos ramos mais importantes e excitantes da biologia", refere Marian Dawkins, da Universidade de Oxford. "O meu voto é que, quando tomemos decisões e regulamentos acerca dos animais, a voz dos animais seja ouvida e ouvida fortemente."

Sejam quais forem as razões, temos a tendência para desenhar uma linha em volta de nós próprios, como sendo os únicos que "pensam pensamentos e sentem sentimentos". Facilmente atribuímos sentimentos a um bebé recém-nascido mas negamo-los a uma ovelha ou a um chimpanzé.

Conversas sobre a consciência animal são quase sempre afastadas como sentimentalóides ou romantizadas, não um assunto com que a ciência se tenha que preocupar. Mas talvez tenhamos sido precipitados nessa conclusão, talvez exista realmente consciência para além de nós.

"Os animais não são objectos inanimados", diz Marc Bekoff, da Universidade do Colorado. "E o que os animais sentem é muito importante pois eles têm que viver num mundo violento e dominado pelo Homem, onde não são mais que peões nas nossas incessantes e obsessivas tentativas para controlar as suas vidas, para nosso e não deles, benefício."

Mas cada vez mais provas surgem, sugerindo que as mentes animais albergam emoções semelhantes às nossas. 

Donald Broom, da Universidade de Cambridge, estuda o comportamento das vacas. A sua equipa colocou-as num cercado especial com uma alavanca que, quando accionada, libertava as vacas para um campo repleto de recompensas em comida.

Os investigadores descobriram que quando as vacas descobriram como pressionar a alavanca para alcançar a comida, mostraram sinais de alegria.

 

"Quando aprenderam como faze-lo mostraram todos os sinais de uma resposta excitada", refere Broom. "O seu batimento cardíaco aumentou, bem como a sua tendência para saltar e correr, à medida que se dirigiam para a comida. Temos que respeitar estes animais, o que acho que acontece quando as pessoas acham que o animal se apercebe do que se passa à sua volta."

Ser caridoso para os animais de quinta não é apenas um dever moral, alegam os delegados à conferência do CIWF, também existem vantagens para o nosso lado. As vacas, por exemplo, produzem significativamente mais leite se os seus tratadores lhes falarem suavemente em vez de lhes gritar e maltratar.

"Os tratadores não precisam de ser violentos e bater nas vacas", diz Edmund Pajor da Universidade Purdue. "Mesmo as palmadas no lombo, como muitos agricultores fazem, as vacas não gostam e é um gesto que pode fazer uma grande diferença. Ajuda muito passar a mensagem acerca da forma de tratar os animais. Muitas vacarias e leitarias já têm placas onde se lê "Não grite com as vacas, por favor".

A famosa perita em chimpanzés Jane Goodall, no seu discurso de abertura da conferência, referiu a necessidade de redefinir a forma como olhamos para os animais, tanto domésticos como selvagens.

Goodall, agora com 71 anos e que passou 45 deles a estudar os chimpanzés em África, disse aos delegados da conferência do CIWF que os Homens e os chimpanzés são espantosamente parecidos: ambos partilham a capacidade para a barbárie mas também são capazes de grande altruísmo. 

Ela descreveu a forma como observou os chimpanzés ajudar outros que tinham sido assustados, ficado órfãos ou feridos, demonstrando "um carinho e uma compaixão que não se distinguem dos nossos". "Temos que compreender, de uma vez por todas, que não somos os únicos seres neste planeta com personalidade e mente."

 

 

Saber mais:

CIWF

 

 

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@ Born to be Wild & À Descoberta da Vida, 2005


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