2005-03-17

Subject: Oceanos prolongam efeitos das alterações climáticas

News of the Wild

 

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Oceanos prolongam efeitos das alterações climáticas

 

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Mesmo que o mundo deixasse de queimar combustíveis fósseis amanhã, as emissões que já poluem a atmosfera continuariam a causar a subida das temperaturas globais nos próximos cem anos e o nível do mar continuaria a subir durante ainda mais tempo, calculam os cientistas.

Há muito que os investigadores sabem que os oceanos estão a atrasar os efeitos máximos das alterações climáticas pois aquecem mais devagar que as zonas terrestres, mas até agora apenas tinham uma vaga ideia de que forma este desfasamento irá moldar o nosso clima a longo prazo.

Dois estudos de investigadores do Centro Nacional de Investigação Atmosférica (NCAR) de Boulder, Colorado, utilizam sofisticados modelos informáticos para mostrar que tipo de alterações climáticas já temos garantidas no nosso futuro.

Gerald Meehl obteve uma imagem da situação através de dois novos modelos que permitem a interacção dos principais componentes do clima. Ele manteve a atmosfera com a composição do ano 2000 e estimou como o clima se irá alterar durante este século, se as concentrações de gases de efeito de estufa se mantivessem constantes.

Os modelos prevêem que mesmo com este irrealista cenário cor de rosa, a temperatura terrestre pode subir 0,5ºC até 2100, uma subida semelhante à que assistimos durante o século passado.

Há medida que as água oceânicas se expandem em resposta a este aquecimento, os níveis globais do oceano devem subir cerca de 10 cm nos próximos 100 anos. Mas o modelo não leva em conta o derreter dos glaciares e das calotas polares, uma estimativa mais exacta deve ser o dobro ou o triplo deste valor, diz Meehl.

"As pessoas pensam que 10 a 30 centímetros não é grande coisa mas uma subida relativamente pequena do nível do mar manifesta-se por marés extremas e tempestades súbitas", acrescenta Meehl.

O grupo de Meeh é o primeiro a utilizar estes modelos complexos neste tipo de experiência, conhecido por "compromisso climático". Num estudo complementar, Tom Wigley, climatologista responsável pela criação de um dos primeiros modelos de compromisso climático, usou um modelo mais simples para obter resultados muito semelhantes.

Os novos modelos desenvolvidos pelo NCAR serão usados para gerar dados para os próximo relatório de avaliação produzido pelo Painel Intergovernamental sobre as Alterações Climáticas, uma entidade de consenso que estabelece balizas para as futuras alterações climáticas.

Tanto Meehl como Wigley ficaram surpreendidos com a forma dramática como o nível do mar continuaram a subir nos seus modelos, muito após a fixação das emissões. Após 100 anos de concentrações constantes de gases de efeito de estufa, as temperaturas estabilizavam mas o nível do mar continuava a disparar. 

 

Wigley também analisou o futuro com base num cenário que lhe parece mais realista, fixando as taxas de emissão e não as suas concentrações. Segundo este cenário, o aquecimento atmosférico andaria entre 2 a 6°C e o nível do mar subiria 25 cm por século. "Em 400 anos teríamos outro metro de subida do nível do mar", diz ele. "As consequências dessa situação são muito sérias."

Ambos os estudos mostram que alguns dos efeitos danosos das alterações climáticas são inevitáveis. "Já nos comprometemos com uma percentagem importante de alterações climáticas, mesmo que conseguíssemos estabilizar as concentrações de gases de efeito de estufa em algum ponto", diz Meehl. "E quanto mais tempo esperamos, pior vai ser."

Nos cenários mais optimistas de ambos os estudos, o mundo pode estar a apenas um décimo de grau da temperatura que a União Europeia considerou "perigosa" para o mundo, salienta Schneider.

Uma tal subida, de 2°C acima das temperaturas pré-revolução industrial, traria vagas de calor extremo, tempestades e inundações. Estas, por sua vez, aumentariam a perda de culturas, secas e doenças em todo o mundo, indica um relatório recente da Equipa Internacional para as Alterações Climáticas.

"O que é importante é a urgência da actuação, não apenas na redução das emissões ou reduzir o impacto das alterações climáticas, mas na implementação de medidas que para nos adaptarmos às condições eventuais de clima e níveis do mar em que teremos de viver", diz Vicki Arroyo, directora de política do Pew Center on Global Climate Change em Washington, DC.

 

 

Saber mais:

Pew Center on Global Climate Change

The National Center for Atmospheric Research

Gases de efeito de estufa aquecem os oceanos

Maior simulação climática de sempre prevê subida de temperaturas até 11ºC

Aquecimento global e alterações climáticas - que futuro para o planeta?

 

 

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@ Born to be Wild & À Descoberta da Vida, 2005


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