2005-03-09

Subject: Aumentam casos de cetáceos encalhados

News of the Wild

 

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Aumentam casos de cetáceos encalhados

 

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Baleias, golfinhos e botos encalhados nas costas europeias duplicaram nos últimos 10 anos, revela um novo estudo agora publicado. O Whale and Dolphin Stranding Scheme do Museu de História Natural de Londres culpa a actividade pesqueira por esta situação, que conduz a um aumento das capturas secundárias.

O governo inglês, que financiou parcialmente este projecto, espera reduzir as capturas secundárias e as mortes causadas pelo afogamento dos animais presos em artes perdidas restringindo certos tipos de arrasto.

O Departamento do Ambiente, alimentos e assuntos rurais (Defra) também está a testar novas redes "amigas dos golfinhos", que apresentam uma escapatória para os cetáceos ou estão munidas de emissores acústicos que afastam os mamíferos marinhos. O ministro Ben Bradshaw considera a redução das capturas secundárias um prioridade.

Os encalhes de cetáceos no Reino Unido aumentaram de 360 em 1994 para 782 em 2004, refere o relatório. Dado que apenas uma pequena fracção das baleias e golfinhos mortos chega às praias para ser contado, o número real das mortes deve ser muito superior. "Acreditamos que os animais encalhados representam apenas 10% dos que são mortos", diz Richard Sabin, do Museu Nacional de História Natural de Londres.

O encalhe de mamíferos marinhos pode ocorrer por uma variedade de razões, muitas delas não relacionadas com a actividade humana. "Alguns encalhes de animais vivos são naturais", diz Mark Simmonds, da Whale and Dolphin Conservation Society. "Os animais podem cometer erros de navegação, mas como são altamente dependentes uns dos outros, se um fica doente ou ferido os restantes permanecem com ele, mesmo correndo risco de vida."

No entanto, o encalhe natural mantém-se provavelmente a níveis semelhantes, logo algo mais está a acontecer.

Richard Sabin acredita que os números assustadores de mortes de cetáceos podem ser atribuídos a um aumento da utilização de certos métodos de pesca de arrasto, conhecido por arrasto duplo, onde as redes são suspensas entre dois navios.

 

O arrasto duplo ocorre geralmente entre os meses de Novembro e Abril e, nem de propósito, o maior número de encalhe de golfinhos ocorre nessa época. "Se analisarmos os números de golfinhos comuns encalhados nos meses de Inverno, há uma correlação directa", diz Sabin. "As capturas secundárias são totalmente indiscriminada, matam os novos e os velhos por igual."

Por vezes, sinais das suas mortes miseráveis podem ser encontradas nas autópsias. "Ficam presos debaixo de água pelas redes, ao que reagem fechando o seu orifício respiratório", diz Simmonds. "Lutam para se libertar ao longo de muitos minutos, pois as redes cortam-lhes as barbatanas e os focinhos e partem-lhes os dentes."

Em Setembro último, a Defra anunciou novas medidas para ajudar a reduzir a morte e os ferimentos infligidos aos golfinhos pelas técnicas de arrasto duplo nos mares a sudoeste da costa inglesa.

Estas medidas incluem a proibição do arrasto duplo a menos de 20 Km da costa e a introdução de um sistema de licenças para a zona entre os 20 e os 320 Km. No entanto, Richard Sabin acredita que outros factores, como os sonares militares, podem estar a conduzir muitos animais em direcção às costas.

Mark Simmonds concorda que o sonar pode ser uma peça importante deste quebra-cabeças. "É possível que animais vivos sejam empurrados para terra pelos ruídos de origem humana que existem no mar."

Mas é bem mais difícil acusar directamente o sonar de ser responsável pelos encalhes pois os exercícios militares são geralmente conduzidos em segredo. 

Um coisa é certa para Richard Sabin, no entanto: demasiados cetáceos estão a morrer todos os dias nas nossas costas. "Todos os que estão envolvidos em conservação marinha concordam que nenhuma população pode aguentar a taxa de mortalidade a que estamos a assistir nos últimos cinco anos, principalmente no caso dos golfinhos comuns."

 

 

Saber mais:

Whale and Dolphin Conservation Society

The Natural History Museum

Baleias e golfinhos morrem ao largo da Tasmânia

União acorda em protecção aos cetáceos

 

 

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@ Born to be Wild & À Descoberta da Vida, 2005


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