2005-03-08

Subject: Regulamentações à pesca estão a falhar

News of the Wild

 

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Regulamentações à pesca estão a falhar

 

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Muitas das autoridades que deveriam regular a industria pesqueira não estão a assumir as suas responsabilidades com seriedade, acusa a BirdLife International. Este grupo conservacionista considera que, em resultado dessa situação, quem está a sofrer as consequências sãos os mamíferos marinhos e as aves, especialmente os albatrozes.

A organização exige que as Organizações Regionais de Gestão das Pescas (ORGP) reduzam efectivamente as mortes acidentais devidas à pesca com linha longa, como se pode ler no relatório apresentado pela Birdlife no encontro da United Nations Food and Agriculture Organization em Roma. Espera, desta forma, que a UNFAO pressione as ORGP.

O relatório da Birdlife classifica a actuação em prol do ambiente das dezanove ORGP inter-governamentais do mundo e conclui que a actuação de algumas delas é deplorável.

Das cinco cujas áreas de influência se sobrepõem à distribuição natural dos albatrozes, três são alvo de preocupação particular: a Comissão para o Atum do Oceano Índico (IOTC), a Comissão para a Conservação do Atum Rabilho do Sul (CCSBT), e a Comissão Internacional para a Conservação do Atum Atlântico (ICCAT).

A Birdlife refere que "estas organizações estão a fazer muito pouco ou mesmo nada para reduzir as capturas secundárias de aves marinhas, tubarões e tartarugas nas pescas sob a sua alçada, enquanto, simultaneamente, a maioria dos seus stocks pesqueiros sofreram um declínio de mais de 90%".

A principal preocupação da Birdlife é o albatroz. Dezanove das vinte e uma espécies de albatroz estão oficialmente classificadas como globalmente em risco de extinção.

O grupo conservacionista estima que estão a ser mortos 100000 albatrozes por ano, tanto em consequência da pesca com linha longa legal como da pirata. As aves são arrastadas para o fundo e afogadas quando ficam presas nos anzóis com isco arrastados por linhas que se estendem por dezenas de quilómetros.

Na opinião da  BirdLife, apenas a Comissão para a Conservação dos Recursos Marinhos Vivos da Antárctica (CCAMLR), que gere o oceano Antárctico, está a tomar medidas eficazes para reduzir as capturas secundárias. 

 

"A CCAMLR mostrou o que pode ser alcançado pelas ORGP", diz Cleo Small da BirdLife. "Se outras organizações de gestão das pescas fizessem o mesmo, as ameaças aos albatrozes, tubarões e tartarugas seriam significativamente reduzidas, a pesca pirata eliminada e os stocks pesqueiros poderiam ser geridos de forma sustentada. Estas organizações são cruciais para a salvação do albatroz e para a garantia de que as futuras gerações ainda terão recursos viáveis nos mares."

Algumas ORGP incluem países membros que assinaram o tratado internacional de protecção dos albatrozes e petréis, como o Reino Unido ou a África do Sul. 

O tratado, que apenas recentemente entrou em vigor, exige que os estados implementem medidas de conservação que reduzam as capturas secundárias. Estas medidas incluem, por exemplo, proteger as aves garantindo que os barcos de pesca utilizem artes que minimizem o número de animais presos nos anzóis.

O tratado para a protecção dos albatrozes recebeu um forte apoio com a visita do príncipe Carlos de Inglaterra à Austrália e Nova Zelândia. O príncipe visitou a colónia de albatrozes de Taiaroa Heads, ao largo de Dunedin, Nova Zelândia, onde fez um apelo apaixonado aos governos mundiais para fazerem mais pelas aves.

"Será necessário o seu desaparecimento total, como no caso do Dodó, desta nobre criatura para nos fazer cair em nós, ou iremos permanecer cegos e surdos à chocante tragédia que se desenrola nos nossos oceanos?", disse ele. 

 

 

Saber mais:

Birdlife International

Royal Society for Protection of Birds

British Antarctic Survey- Albatross

 

 

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@ Born to be Wild & À Descoberta da Vida, 2005


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