2005-03-02

Subject: Veneno das cobras teve origem em órgãos vitais

News of the Wild

 

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Veneno das cobras teve origem em órgãos vitais

 

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Quando desenvolveram veneno, as cobras recolheram proteínas de várias partes do seu corpo, revela a análise de 24 toxinas diferentes.

Surpreendentemente, subtis alterações foram o suficiente para transformar proteínas inofensivas em venenos mortais, o que pode ajudar os cientistas que investigam novos medicamentos a criar proteínas com efeitos biológicos precisos.

As cobras venenosas desenvolveram glândulas para a armazenagem e dispersão da sua saliva há cerca de 60-70 milhões de anos. Desde então, várias espécies têm desenvolvido um arsenal de toxinas com que atacam as suas vítimas.

Diferentes venenos atacam diferentes tipos de células do corpo, por exemplo células musculares ou sanguíneas. Esta dramática especificidade levou os cientistas a especular que os venenos teriam tido origem em proteínas produzidas em diferentes órgãos de todo o corpo, que já interagiriam com esses tipos celulares. 

No entanto, os defensores desta teoria não tinham provas conclusivas em número suficiente, apenas para uma ou duas toxinas.

A dúvida atraiu a atenção de Bryan Fry da Unidade de Investigação de Venenos da Universidade de Melbourne em Parkville, Austrália. Ele resolveu proceder a uma complexa análise genética de 24 tipos conhecidos de toxinas de veneno de cobra.

Este procedimento envolvia comparar as sequências de aminoácidos das toxinas com a sequência de proteínas do cérebro, coração, fígado e outros órgãos. Descobriu que 21 das 24 proteínas de veneno parecem relacionadas com proteínas presentes nessas partes do corpo.

 

"Esta descoberta acentua a tremenda diversidade das toxinas do veneno das cobras", diz o perito em venenos Wolfgang Wüster da Universidade de Gales em Bangor, Reino Unido. "O que ele demonstrou com este estudo é que os venenos provêm de todo o lado."

Surpreendentemente, foram necessários ajustes muito pequenos na sequência de aminoácidos para criar formas tóxicas destas proteínas do corpo.

"Apesar das incríveis alterações de bioactividade que acontecem, a estrutura molecular básica e a forma tridimensional não se alteram de forma notável", diz Fry. Bryan fry recolhe veneno de uma cobra capelo

Fry acredita que uma análise mais atenta da composição molecular das toxinas e das alterações que afectaram a sua função de forma tão dramática pode ajudar os peritos a trabalhar em sentido inverso e a compreender como funcionam as proteínas normais.

Neste momento, Fry continua a sua pesquisa para compreender como as glândulas de veneno começaram a usar estas proteínas pela primeira vez. 

 

 

Saber mais:

Cobras ajudam na lavandaria

Evolution of snakes

 

 

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@ Born to be Wild & À Descoberta da Vida, 2005


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