2005-02-26

Subject: Corvos no topo da escala de QI das aves

News of the Wild

 

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Corvos no topo da escala de QI das aves

 

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Os corvos e os chapins são as inteligências do mundo das aves, de acordo com um cientista canadiano que inventou um método de avaliar o QI das aves.

A escala de QI é baseada no número de comportamentos alimentares novos que as aves demonstram na natureza. O criador do teste, Louis Lefebvre, ficou surpreso com o facto de os papagaios não se cotarem entre os mais inteligentes, apesar dos seus cérebros relativamente volumosos.

O índice de inteligência das aves é baseado em 2000 relatórios de inovações relacionadas com comportamentos alimentares observadas na natureza e publicadas em revistas de ornitologia ao longo de um período de 75 anos.

"Reunimos tantos exemplos quanto podemos, a partir de pequenas notas em revistas de ornitologia, acerca dos comportamentos alimentares que as pessoas nunca tivessem observado ou que fossem invulgares", explica Lefebvre, da Universidade McGill em Montreal, Canadá. 

"A partir daí estabelecemos um número para cada ave, obtendo uma classificação. Os corvos e as gralhas, de modo geral os corvídeos, estão no topo da lista. Os falcões estão em segundo lugar, mas as garças e os pica-paus também estão muito bem classificados."

Lefebvre refere que muitos dos comportamentos alimentares novos que incluiu no seu trabalho são bastante mundanos, mas de vez em quando as aves podem ser espectacularmente inventivas em formas de obtenção de alimento.

Durante a guerra de libertação da antiga Rodésia, agora Zimbabwe, um soldado observador de aves observou abutres pousados em vedações de arame farpado ao lado de campos de minas, à espera que gazelas e outros herbívoros se aventurassem por ali e fossem mortos pelas minas.

 

"Já tinham a refeição partida em pedaços", graceja Lefebvre. "O observador mencionou que de vez em quando um abutre era apanhado no seu próprio jogo e também era morto pelo rebentamento de uma mina."

Outro observador viu uma grande gaivota que se juntou às crias de uma foca para se alimentar do leite da sua progenitora, demonstrando que muitas das aves que estão melhor colocadas na lista são as menos populares junto do público.

"Quando olhamos para os registos das aves mais apreciadas, não há uma boa correlação com a inteligência", diz o investigador de McGill. "As pessoas não gostam de corvos pois são todos pretos e gostam de coisas mortas. Os pardais e as carriças, por exemplo, que as pessoas normalmente apreciam, não são grandes inovadores."

Mas Lefebvre salienta que a escala que criou não mede a inteligência das aves mas apenas a sua capacidade para a inovação. "Não conseguimos avaliar se a ave aprendeu algo por observação ou se chegou lá sozinha."

Este estudo foi apresentado na reunião anual da American Association for the Advancement of Science (AAAS).

 

 

Saber mais:

Science

American Association for the Advancement of Science

 

 

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@ Born to be Wild & À Descoberta da Vida, 2005


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