2005-02-16

Subject: Idade dos ancestrais humanos reavaliada

News of the Wild

 

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Idade dos ancestrais humanos reavaliada

 

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Omo IIDois crânios, originalmente descobertos em 1967, foram agora datados de há 195000 anos, o que os torna os vestígios do Homem moderno mais antigos que a ciência conhece. 

A estimativa da idade provém de uma nova datação das camadas de rocha etíope próximas das que continham os fósseis. Os crânios, conhecidos por Omo I e II, recuam a presença do Homo sapiens em África em 40000 anos e coloca os espécimes perto da época em que se estima que a nossa espécie tenha emergido. Estudos genéticos têm indicado que o Homo sapiens surgiu no leste de África, possivelmente na Etiópia ou na Tanzânia, há pouco mais de 200000 anos.

"Estes são os exemplos conhecidos mais antigos da nossa espécie e sugerem que já existiam ainda antes", comenta o editor chefe da revista Nature Henry Gee. "Mas não estou seguro quanto mais atrás podemos ir e ainda encontrar Homo sapiens, antes deste se fundir com outra espécie anterior", diz ele.

Os crânios chamaram à atenção pela primeira vez trazidos pela mão do famoso antropólogo Richard Leakey, cuja equipa desenterrou os espécimes dos sedimentos ao longo do rio Omo no sul da Etiópia, perto da cidade de Kibish. Descobriram o crânio (sem a face) e parte do esqueleto (partes dos braços, pernas, pés e pélvis) do Omo I e a parte superior e de trás do crânio do Omo II.

Agora, uma equipa de três investigadores americanos e australianos, Ian McDougall, Frank Brown e John Fleagle, reavaliou as descobertas de Leakey. 

A equipa chegou mesmo a regressar à escavação original, usando relatórios científicos antigos, fotografias e filmes para identificar as coordenadas precisas da escavação. 

"O Omo I fornece mais informação", explica Brown, da Universidade de Utah. "Os registos e mapas são correctos e realmente regressámos e descobrimos mais algumas peças do esqueleto e algumas encaixam nas encontradas em 1967."

A datação original de 1967 considerou os fósseis com 130000 anos, baseando-se na quantidade de urânio radioactivo contido nas conchas de ostra encontradas perto dos crânios, "mas essa data devia ter sido engolida com um pouco de sal", diz Brown. "Os moluscos não são muito bons para esse tipo de coisa."

Os novos resultados, no entanto, são considerados mais robustos. Dependem da quantidade de potássio-40 radioactivo que se transforma em argon-40 no cristais de feldspato. Estes cristais foram recuperados de pedaços de cinza vulcânica acima e abaixo dos crânios.

Eles sugeriram que os espécimes devem ter entre 104000 e 196000 anos de idade, mas alguns dados adicionais sobre o clima e cheias na zona, permitiram à equipa mostrar que os Omo estariam na realidade muito perto da marca dos 196000 anos.

Anteriormente, os crânios de Homo sapiens mais antigos descobertos em sedimentos perto da vila de Herto na região de Afar no leste da Etiópia e foram datadas entre 154000 e 160000 anos.

Apesar dos investigadores estarem a recuar a base evolutiva da nossa espécie, ainda têm muito para descobrir muito em termos do comportamento destes primeiros homens. 

 

Explica Brown: "... os aspectos culturais da humanidade aparecem muito mais tarde no registo fóssil, apenas há 50000 anos, que pode significar significar 150000 anos de Homo sapiens sem cultura, sem provas de arpões, sem música, agulhas ou mesmo ferramentas. Tudo isto é muito mais tarde, com excepção das facas de pedra, que aparecem entre 50000 e 200000 anos, dependendo de em quem se acredita."

John Fleagle, da Universidade Stony Brook, acrescenta: "Há um grande debate na literatura arqueológica em relação ao momento em que primeiro surgem aspectos de comportamento como as gravações em osso com motivos religiosos, ferramentas, ornamentos, desenhos e pontas de seta. Só surgem como um conjunto coerente há cerca de 50000 anos e os primeiros humanos modernos deixaram África entre 50000 e 40000 anos atrás já levavam o conjunto. Estas descobertas só demonstram que há um grande espaço de tempo entre o surgimento do esqueleto moderno e o "comportamento moderno". 

Outras Notícias:

Tigres de Rajasthan desaparecidos

 

Uma gigantesca busca dos tigres de uma reserva de fauna selvagem no estado do oeste indiano do Rajasthan não conseguiu encontrar provas fiáveis de que ainda reste algum animal vivo na zona.

Três centenas de guardas florestais passaram duas semanas a procurar pegadas de tigre na reserva de Sariska, criada em 1979 como parte do esquema de conservação do tigre.

Os ambientalistas referem que os quinze tigres contados em Maio de 2004 desapareceram. Estima-se que a Índia tenha ainda mais de 3000 tigres, o que representa mais de metade do efectivo populacional mundial.

Os guardas florestais ainda têm esperança de puder encontrar tigres durante um novo censo, planeado para Maio próximo. Desde a contagem de Maio passado, têm sido encontradas armadilhas na floresta mas a industria mineira na zona também está a destruir o habitat dos tigres.

O ambientalista local Rajendar Singh refere que as medidas de conservação tinham feito aumentar o número de tigres para 20 em  2001 mas os guardas do parque não reagiram ao perigo das armadilhas. 

 

 

Saber mais:

Nature

World Wildlife Fund

Cites

 

 

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@ Born to be Wild & À Descoberta da Vida, 2005


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