2003-11-14

Subject: Alterações climáticas "mataram" o cavalo do Alaska 

News of the Wild

 

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Alterações climáticas "mataram" o cavalo do Alaska 

 

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O cavalo do Alaska foi extinto pela diminuição do alimento causada pelas alterações climáticas, não pela caça humana, revelaram investigações recentes. Os investigadores descobriram que os cavalos diminuíram de tamanho antes da sua extinção há cerca de 12500 anos, o que está de acordo com a teoria de que não teriam alimento suficiente. 

É pouco provável que o Homem tenha tido importância na extinção destes animais, pois as evidências fósseis mostram que os humanos mal tinham atingido a zona na época. 

Até há cerca de 20000 a 10000 anos atrás a estepe do Mamute, no Alaska, apresentava uma rica fauna de macromamíferos. Enquanto locais como Londres ou Nova York estavam totalmente cobertos por gelo, a estepe do Mamute era um abrigo viçoso para mamutes peludos, leões, bisontes, tigres dente de sabre e para o cavalo do Alaska. Mas então deu-se a catástrofe.

Num período de 10000 anos, 70% dos mamíferos de grande porte da América do norte morreram. Algo matou esses gigantes de sangue quente, embora o quê, ou quem, ainda seja tema de acesa discussão. Dois principais suspeitos se apresentam imediatamente: a nossa espécie Homo sapiens sapiens, ou o clima, ou mesmo uma mistura dos dois. 

Há cerca de 12000 anos, emigrantes, conhecidos como o povo Clovis, atingiram o Novo Mundo através da ponte de terra que unia a Ásia à América. Estes humanos têm sido frequentemente implicados em extinções do Pleistocénico tardio, e evidências fósseis realmente demonstram que caçavam alguns dos animais que se extinguiram, como os mamutes. 

No entanto, agora os cientistas acreditam que é mais provável que o grande culpado tenha sido o clima. No fim da era glacial, o ambiente na América do norte alterou-se dramaticamente: tornou-se mais quente e húmido. A estepe fria e seca transformou-se em tundra, largamente caracterizada por plantas pouco apetecíveis para os herbívoros. Mamíferos de grande porte como o cavalo, que necessitam de grande quantidade de alimento e têm um ciclo reprodutor lento, sofreram mais com estas alterações. 

Os cavalos estão obrigados a pastar, e estes animais do Alaska parecem ter sido a espécie mais dependente do tipo de pastagem da estepe de todos os grandes mamíferos da zona. 

Numa tentativa para perceber o que aconteceu realmente ao cavalo do Alaska, o professor Guthrie estudou a forma como o tamanho dos ossos dos membros anteriores dos animais se alterou ao longo do tempo. Realizou datações por carbono 14 a séries de ossos fossilizados remontando a 27000 anos atrás. 

As suas observações revelaram um padrão de diminuição do tamanho dos ossos ao longo do tempo, logo os cavalos "encolheram" antes de se extinguirem. O tempo em que tal decorreu coincide com o declínio da estepe, sugerindo que os cavalos sofriam de uma importante escassez de alimento. 

O professor Guthrie acredita que esta redução de tamanho, bem como a data da extinção dos cavalos, absolvem o Homem. Afinal, as evidências da primeira presença humana datam de há cerca de 12000, muito depois da extinção dos cavalos. Existe um hiato de mais de 500 anos de radiocarbono entre o último cavalo do Alaska e o primeiro artefacto humano plenamente comprovado, conclui o professor professor Guthrie.

Mesmo que se considere que os caçadores humanos estavam presentes no Alaska antes da época dos primeiros artefactos descobertos, quando os cavalos se extinguiram, a ideia de que uma densidade tão baixa de caçadores poderia causar a extinção destes animais implica uma escala de perícia na caça que não é credível. 

 

 

 

Outras Notícias:

Novas evidências sobre quem foi o culpado!

 

Todos os mamíferos, répteis e aves australianos terrestres e pesando mais de 100 Kg se extinguiram no final do período Quaternário, como é sabido, mas quem é, afinal, o culpado?

As investigações, que decorrem há mais de um século, apresentam-nos dois suspeitos principais: uma alteração climática ( a chegada da última era glaciar) ou um reincidente familiar, Homo sapiens sapiens.

Richard Roberts e seus colegas combinaram (2001) duas técnicas de datação para obter uma data precisa para a formação de fósseis da Austrália e Papua Nova Guiné, unidas por terra quando o nível do mar era mais baixo. 

As datações óptica e por urânio-tório indicam que as extinções devem ter ocorrido há cerca de 46000 anos, demasiado cedo para que a chegada da era glaciar tenha sido a sua causa (esta durou de 19 a 23000 anos atrás). 

Pelo contrário, as evidências apontam para a culpa do Homem, dado que os primeiros colonos atingiram a Austrália há cerca de 56000 anos. Devido à margem de erro implicada neste tipo de datação, não é claro se o Homem terá caçado a megafauna da zona até à sua extinção ou apenas causado tal perturbação no seu habitat que o resultado tenha sido a extinção. 

Trabalho semelhante feito na América do norte mostra que as grandes extinções ocorreram aqui entre 800 e 1600 anos após a chegada humana ao continente, há cerca de 13000 anos. 

A destruição ocorreu instantaneamente, na escala geológica, apesar de lenta o suficiente em termos humanos, pelo que os que a causavam não teriam dado pelo resultado das suas acções. 

 

Saber mais:  

Evolução

The University of Alaska

 

 

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@ Born to be Wild, 2003


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