2005-02-13

Subject: Estudo sobre ursos polares relembra perigo de alterações climáticas

News of the Wild

 

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Estudo sobre ursos polares relembra perigo de alterações climáticas

 

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Um estudo pioneiro realizado por investigadores escoceses voltou a alertar para o perigo que o aquecimento global representa para os ursos polares.

@Tiago MarquesOs cientistas da Universidade de St Andrews consideram o seu estudo o mais abrangente e a contagem mais rigorosa dos ursos polares no Árctico europeu alguma vez feitos. Acreditam que vivem actualmente 3000 ursos na região do mar de Barents, em contraste com os perto de 5000 que as estimativas anteriores indicavam.

Um porta-voz da equipa revelou que o estudo mostra como o risco de aquecimento global está a colocar os ursos polares numa "posição vulnerável".

O estudo decorreu durante cinco semanas e envolveu dois helicópteros e a colocação de coleiras com emissores via satélite nos ursos. Peritos da Universidade de St Andrews estudaram a região, que funciona como uma vasta reserva para os ursos polares, juntamente com cientistas do Norwegian Polar Institute (NPI) e da Universidade de Oslo.

A Noruega tem obrigação de seguir a sua população de ursos polares, segundo o acordado no International Polar Bear Agreement assinado em 1973, pelo que o projecto foi financiado pelo Ministério Norueguês do Ambiente.

Teme-se que o aquecimento global ameace as planícies de gelo flutuante que cobrem o oceano Árctico, usadas como campos de caça pelos ursos polares. 

O porta-voz da equipa de investigação refere: "A possibilidade de o aquecimento global derreter as placas de gelo coloca os ursos, especialmente as fêmeas grávidas, numa posição muito vulnerável. Os ursos alimentam-se essencialmente de focas mas o ano que acabou trouxe uma série de ursos a cabanas, que arrombaram em busca de comida."@ Tiago Marques

Nesta zona vivem 12% dos ursos polares de todo o mundo. "Apesar do seu grande número significar alguma segurança a curto prazo, o NPI considera que as alterações climáticas e a acumulação de poluentes orgânicos pode afectar a população a longo prazo."

 

Tiago MarquesO estudo foi liderado pelo português Tiago Marques do Centre for Research into Ecological and Environmental Modelling da Universidade de St Andrews, que refere: "Foi um privilégio participar num trabalho cujo objectivo final é contribuir para que, daqui a 100 anos ou mais, as pessoas ainda possam admirar estes magníficos animais na natureza. No entanto, com as políticas ambientais que temos actualmente, essa parece uma tarefa mito difícil."

O ministro norueguês do ambiente, Knut Arild Hareide, comenta: "Esta contagem dá-nos uma boa base para a gestão futura desta espécie. sabemos que o urso polar está ameaçado por poluentes orgânicos e pelas alterações climáticas, pelo que as contagens regulares permitir-nos-ão seguir os efeitos e as tendências da população de ursos polares de uma forma que nunca antes tinha sido possível."

Níveis perigos de alterações climáticas podem ser atingidos em pouco mais de 20 anos, se nada for feito para impedir o progresso do aquecimento global, alerta um estudo recentemente publicado pelo WWF.

À taxa actual de alteração climática, a Terra atingirá os 2ºC acima dos níveis pré-revolução industrial algures entre 2026 e 2060, refere um artigo publicado por Mark New da Universidade de Oxford. 

No entanto, as temperaturas no Árctico deve subir três vezes mais, o que pode conduzir a uma perda de gelo de Verão e de vegetação da tundra e ao desaparecimento de ursos polares e muitas outras espécies nativas da região. 

 

 

Saber mais:

St Andrews University

WWF

Centre for Research into Ecological and Environmental Modelling

Norwegian Polar Institute

International Polar Bear Agreement

 

 

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@ Born to be Wild & À Descoberta da Vida, 2005


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