2005-02-08

Subject: Criador de Dolly autorizado a clonar embriões humanos

News of the Wild

 

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Em destaque:

Criador de Dolly autorizado a clonar embriões humanos

 

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embriões humanos clonadosO criador da ovelha Dolly recebeu uma licença para clonar embriões humanos para pesquisa médica. O professor Ian Wilmut e os cientistas do Kings College London irão clonar embriões nas suas primeiras etapas de desenvolvimento para estudar a doença dos neurónios motores (MND).

Esta é a segunda vez que a Human Fertilisation and Embryology Authority do Reino Unido autorizou este tipo de investigação. Os críticos alegam que a experimentação com embriões humanos é imoral, enquanto outros questionam os benefícios potenciais deste trabalho.

O professor Wilmut considera que a autorização significa que a MND poderá ser estudada com um detalhe sem precedentes. A clonagem terapêutica para investigação é legal no Reino Unido desde 2001 mas esta é apenas a segunda vez que é consentida.

A equipa do professor foi a primeira a pedir a licença para a clonagem terapêutica. Até agora, os cientistas quiseram clonar embriões para verificar se poderiam substituir partes do corpo danificadas mas a proposta de Wilmut é diferente. Ele não pretende  fazer crescer tecido de substituição saudável, mas sim clonar intencionalmente embriões com MND a partir de doentes com este problema.

O professor Wilmut, do Roslin Institute em Edimburgo, refere que as células dos embriões pode ser utilizadas para estudar a forma como a doença progride com o máximo de detalhe e para testar novas drogas contra a MND.

A MND é causada pela morte dos neurónios motores, que controlam os movimentos corporais, do cérebro e espinal medula. Afecta cerca de 5000 pessoas só no Reino Unido, metade das quais morrem no espaço de 14 meses após o diagnóstico.

As associações de doentes com MND concordam que o estudo de embriões humanos deve fornecer mais pistas do que as experiências em animais, mas os que se opõem consideram este trabalho muito pouco ético, desnecessário e apenas mais um passo em direcção à clonagem humana.

Ian WilmutNo entanto, Wilmut já tinha anteriormente salientado que a sua equipa não tem intenção de produzir bebés clonados e que os embriões serão destruídos após a experimentação: "O nosso objectivo é produzir células estaminais apenas para fins de investigação."

A MND Association apoia o projecto e Roger Pederson, professor de medicina regenerativa da Universidade de Cambridge, desvaloriza as preocupações acerca da possibilidade de clonagem de um ser humano, pois as leis são muito claras quanto à impossibilidade de transferência de um embrião deste tipo para o útero de uma mulher.

Mas Donald Bruce, do Church of Scotland's Technology Project, considera que a ameaça existe sempre, a não ser que uma proibição total seja implementada. "A ciência não conhece limites."

Também um porta-voz da Comment on Reproductive Ethics (CORE) refere: "A clonagem humana continua perigosa, não desejada e desnecessária. As terapias alternativas e a investigação com células estaminais sanguíneas de adultos e de cordão umbilical já provaram ser soluções éticas e seguras neste campo da medicina."

Julia Millington da ProLife Alliance considera: "Toda a clonagem humana é intrinsecamente errada e devia ser proibida. A criação de embriões humanos para experimentação e posterior destruição é particularmente horrenda. Apoiamos todos os esforços para compreender esta terrível doença mas não à custa de embriões humanos."

 

O professor Richard Gardner, presidente do grupo de trabalho da Royal Society sobre a investigação com células estaminais e clonagem, refere que as Nações Unidas estão a discutir a forma de uma declaração política sobre a clonagem humana.

"Tal como todas as academias científicas nacionais têm salientado, queremos que a mensagem seja muito clara. Cada país deve ter a liberdade de decidir sobre a clonagem terapêutica mas estender estas técnicas a uma tentativa de produzir um bebé clonado é cientificamente perigoso, pouco ético e socialmente inaceitável." 

Outras Notícias:

Austrália em luta contra sapos tóxicos

 

As autoridades do norte da Austrália lançaram uma competição para descobrir a melhor maneira de abrandar o devastador avanço dos sapos dos canaviais. 

Este anfíbio venenoso tornou-se uma das pestes mais perigosas do país e está a avançar a uma média de 50 Km por ano.

Foram introduzidos na Austrália a partir do Hawai em meados dos anos 30 do século passado numa tentativa de combater uma praga de escaravelhos dos canaviais.

Estima-se que, actualmente, existam mais de 100 milhões de sapos dos canaviais por toda a Austrália e a experiência é considerada um completo desastre, pois até crocodilos de água doce e dingos estão a ser vítimas deste sapo.

Outro tipo de fauna nativa, incluindo as serpentes-tigre e os cangurus, morre também em grande número após comer a pele venenosa deste anfíbio.

No norte tropical da Austrália as autoridades estão tão desesperadas para quebrar o avanço dos sapos dos canaviais que estão a oferecer uma recompensa a quem apresentar a forma mais eficaz de o impedir.

O inventor Andrew Arthur acredita que o seu "caça-sapos", um sistema de altifalantes que imita o som de um sapo, é a resposta para esta crise ambiental.

"A melhor forma de utilizar o meu sistema é colocá-lo nas zonas em que os sapos buscam um lugar para procriar", diz Arthur. "Este chamamento indica que o seu autor encontrou um óptimo local, pelo que outros o seguirão."

De seguida, quando os sapos se começarem a acumular nas zonas designadas, podem ser capturados, considera ele. 

 

 

Saber mais:

Roslin Institute

CORE

ProLife Alliance

Queensland Museum - cane toads

 

 

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@ Born to be Wild & À Descoberta da Vida, 2005


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