2005-02-04

Subject: Regra da minoria funciona com animais

News of the Wild

 

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Regra da minoria funciona com animais 

 

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Um punhado de indivíduos com alguma noção do que se passa pode conduzir um enxame de abelhas ou um cardume de peixes na direcção correcta, sugerem os investigadores. A descoberta pode ajudar os engenheiros a construir robots bem mais eficientes no futuro.

Um algoritmo de computador mostrou que animais com comportamentos simples podem usar regras simples para tomar decisões de grupo complexas. Quando maior o grupo, menor a proporção de indivíduos que precisa de saber o que está a fazer.

"Não esperava nenhum destes resultados a partir de um modelo tão simples", diz Iain Couzin da Universidade de Oxford, perito em comportamento animal e um dos criadores do algoritmo. "Ainda estou surpreendido com o facto do grupo ser tão eficiente a tomar decisões colectivamente."

O algoritmo dá aos seus animais virtuais algumas regras básicas: os indivíduos têm que evitar separar-se do grupo, por exemplo. Os animais selvagens também têm esse problema, diz Couzin, um arenque morre de stress se for isolado do seu cardume. Outra regra é que os membros do grupo devem evitar ficar tão próximos entre si que acabem por chocar.

Para além destas forças opostas, os animais virtuais têm um poder de persuasão que depende do seu desejo de liderar o grupo numa direcção específica. Animais completamente ingénuos, sem nenhuma ideia de para onde vão, têm um poder nulo.

As simulações mostram que mesmo quando animais ingénuos e informados não se reconhecem, os novatos respondem espontaneamente às decisões dos peritos, porque seguem a sua tendência para se manter com o grupo.

Mais surpreendentemente ainda, as simulações de computador mostram que à medida que o grupo cresce precisa de uma percentagem cada vez menor de líderes.

 

Os investigadores já sabem que alguns indivíduos, talvez 5% do total, podem conduzir um enxame de abelhas melíferas, e a simulação mostra que uma percentagem maior não é necessária, diz Couzin: "Este modelo explica que este tipo de transferência de informação complexa pode ocorrer sem necessidade de complexidade cognitiva individual."

A descoberta pode ajudar os engenheiros que desenvolvem os protocolos para a condução de grupos de robots que funcionam sem controlo humano, como os que trabalham no espaço ou no fundo do mar. Os robots poderão um sistema de tomada de decisões colectivo para se deslocar em ambientes perigosos, especula Couzin.

Para verificar até que ponto as descobertas se aplicam a animais com sistemas cognitivos mais sofisticados, os investigadores começaram a estudar as multidões humanas. Esperam que este estudo ajude a explicar o comportamento das pessoas durante evacuações.

"O facto de que não precisamos de muitos indivíduos do grupo que saibam para onde ir é muito interessante", considera Jon Kerridge, perito em movimento pedestre na Universidade de Napier em Edimburgo. Mas, alerta ele, o modelo pode não ser aplicável directamente a animais mais complexos. "Os humanos têm a capacidade de comunicar, e utilizam essa capacidade."

 

 

Saber mais:

Swarm secrets

 

 

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@ Born to be Wild & À Descoberta da Vida, 2005


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