2005-02-03

Subject: Nove novas áreas de crise para a biodiversidade

News of the Wild

 

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Em destaque:

Nove novas áreas de crise para a biodiversidade 

 

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Um projecto de quatro anos realizado por perto de 400 ecologistas originou uma nova análise da diversidade global, que revela que regiões são mais importantes e as mais ameaçadas.

O esforço, coordenado pela organização não lucrativa Conservation International, acrescenta nove áreas cruciais às vinte e cinco já reconhecidas em 2000. Uma área crucial é uma região que contenha 1500 plantas endémicas (o correspondente a 0,5% do total global) e que tenha perdido pelo menos 70% do seu habitat original, devido, por exemplo, a desflorestação ou a espécies invasoras.

As 34 regiões cruciais abrigam três quartos das espécies de mamíferos, aves e anfíbios mais ameaçados do mundo. Cerca de metade de todas as plantas e 42% dos vertebrados terrestres apenas podem ser encontrados nestas regiões. A área combinada das regiões cruciais foi em tempos equivalente ao somatório da Rússia e da Austrália mas agora é pouco maior que a Índia.

O livro que apresenta o trabalho, Hotspots Revisited, tem como objectivo chamar a atenção dos que tomam as decisões, diz Thomas Brooks, director sénior do departamento de conservação da Conservation International.

"A maior concentração de biodiversidade está em países que menos podem pagar pela sua conservação", diz Brooks. "É claro que tem que existir uma resposta global para a conservação da biodiversidade mundial."

Para além de uma ferramenta para os responsáveis pelas políticas, Brooks espera que o livro melhore a comunicação entre as diversas agências intervenientes na conservação. 

As fronteiras revistas das regiões cruciais estão agora de acordo com 825 eco-regiões definidas pelo WWF. Estas eco-regiões dividem as zonas terrestres em áreas que apresentam conjuntos distintos de espécies. A abordagem unificada irá ajudar os grupos conservacionistas a decidir prioridades nos seus esforços.

 

Os dados recolhidos pelos investigadores, que mostram a biodiversidade de cada região e as ameaças que enfrenta, irá estar disponível ao público numa base de dados online que lista as espécies indígenas de cada zona crucial.

As nove novas zonas cruciais incluem as montanhas da Ásia central e as ilhas do leste da Indonésia. Algumas, como a região dos Himalaias, eram antes subdivisões de zonas cruciais já identificadas. Outras adição foram os desertos do "Corno" de África. "Esta foi a mais surpreendente", diz Brooks. A região é lar de muito mais espécies endémicas de plantas do que se esperava.

Esta nova região crucial está centrada no leste das Terras Altas da Etiópia e é uma das duas zonas que é inteiramente árida. Cobre 579000 milhas quadradas e alberga 2500 espécies endémicas de plantas. A região é conhecida pelas suas árvores, que fornecem algumas das matérias mais conhecidas da zona, incluindo o incenso, a mirra e a canela.

O excesso de pastagem, a caça descontrolada e outras actividades humanas ameaçam a rica biodiversidade de plantas, répteis e aves. Apenas 5% do habitat original do "Corno" de África ainda permanece intocado. 

 

 

Saber mais:

Conservation International

Biodiversity hotspots

World Wildlife Fund

 

 

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@ Born to be Wild & À Descoberta da Vida, 2005


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