2003-11-13

Subject: Investigação lança nova luz sobre o processo de evolução 

News of the Wild

 

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Em destaque:

Investigação lança nova luz sobre o processo de evolução 

 

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Durante mais de um século os cientistas acreditaram que as espécies evoluem ou se adaptam através de um número infinito de mudanças genéticas mínimas, ao longo de um período muito longo de tempo. 

No entanto, uma equipa de investigadores da universidade do Michigan, estão a fornecer novas evidências para uma teoria alternativa que parece estar realmente a funcionar. Neste caso, o processo parece começar com várias grandes mutações, antes de estabilizar numa série de pequenas alterações. 

A questão colocada é a seguinte: se uma população se encontra mal adaptada, talvez devido a uma alteração climática, como se irá adaptar?, refere Douglas Schemske  da equipa de investigadores. As provas mais recentes, tanto em plantas como em outros organismos, apontam para que as alterações iniciais são maiores do que seria de esperar. 

Para estudar esta questão, Schemske e colegas usaram uma erva comum do género Mimulus, alterando o seu código genético de forma dramática e verificando se era capaz de atrair novos agentes polinizadores (colibris em vez de abelhas, por exemplo, ou vice-versa). 

Transferindo um pequeno segmento de material genético entre duas espécies do género  – Mimulus lewisii de flores rosa e Mimulus cardinalis de flores vermelhas – os investigadores criaram flores de cores diferentes que atraíram novos polinizadores. 

Descobrimos que a transferência desta região causava uma alteração dramática no número de visitas do novo polinizador, referiu Schemske, especialmente as flores laranja obtidas na planta antes de flores rosadas e polinizadas por abelhas: M. lewisii passou a ser regularmente visitada por colibris mas as abelhas afastaram-se dela. Além disso, as flores rosadas da anteriormente polinizada por colibris M. cardinalis tornaram-se atractivas tanto para as abelhas como para as aves, concluiu. 

 

 

 

Schemske considera que a alteração da região responsável pela coloração das flores é o tipo de situação que poderia ocorrer naturalmente, numa mutação. 

Talvez uma única mutação relacionada com a cor da flor tenha levado a uma alteração de agente polinizador, no tempo em que apenas existia uma única espécie no género. Esse grande salto evolucionário foi seguido por muitos pequenos passos, despoletados pelas preferências do novo polinizador, conduzindo, em última análise, a espécies diferentes. 

Schemske comparou o processo com a reparação de um relógio muito delicado: no nosso modelo, explica, o primeiro ajustamento adaptativo pode requerer alterações dramáticas, semelhantes a martelar um relógio avariado umas tantas vezes, antes de ajustar delicadamente a posição final de alguns mecanismos. 

Esta abordagem ao estudo da evolução foi inovadora, combinando genética molecular com observações ecológicas de modo a elucidar o processo adaptativo em populações naturais. 

 

 

Saber mais:  

Evolução

Plant Profile for Mimulus lewisii

 

 

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@ Born to be Wild, 2003


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