2005-01-31

Subject: Governo britânico limita fortemente tácticas de activistas dos direitos dos animais

News of the Wild

 

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Governo britânico limita fortemente tácticas de activistas dos direitos dos animais 

 

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Activistas dos direitos dos animais que perturbem investigação médica no Reino Unido podem enfrentar até cinco anos de cadeia, se uma emenda legal proposta pelo governo britânico se tornar lei.

A nova lei irá tornar crime causar "danos económicos" a negócios associados à investigação feita com animais, seja por intimidação de indivíduos ou por interferência nas suas actividades comerciais.

"O extremismo associado aos direitos dos animais está fora totalmente fora de controlo", diz Simon Festing, chefe da Research Defence Society de Londres, um grupo de pressão a favor do uso de animais na investigação. "É tempo de algo ser feito para acabar com estes zelotas."

A legislação actual está focada nos danos físicos causados pelos manifestantes mas os activistas estão cada vez mais a tentar minar os laboratórios de experiências em animais escolhendo como alvo as companhias que lhes fornecem os animais, chegando a ameaçar os serviços de transporte que fazem entregas nos laboratórios de alta segurança.

"Esta nova lei não irá afectar o importante direito que todos têm de protestar pacificamente, mas é muito dura com os extremistas de linha dura que cometem crimes, e muitas coisas horríveis, contra pessoas inocentes envolvidos na cadeia de fornecimento", refere a secretária do comércio e da industria, Patricia Hewitt, que anunciou a emenda.

Mas Adolfo Sansolini, chefe da British Union for the Abolition of Vivisection, em Londres, considera esta legislação uma reacção excessiva à situação. "Por cada extremista que utiliza tácticas intimidatórias, existem centenas de milhar de activistas não violentos que trabalham pacificamente e em obediência à lei para a abolição das experiências em animais."

A emenda é parte da "Serious Organised Crime and Police bill", que será votada no parlamento britânico nos próximos meses. Se for aprovada, a proposta tornar-se-á lei por volta de Outubro de 2005.

A proposta, apresentada pela primeira vez na Casa dos Comuns a 24 de Novembro de 2004, já inclui medidas para impedir os manifestantes de se juntarem no exterior de casas particulares se tal causar "alarme e perturbação" aos residentes. Grupos de pressão já começam a pedir ao governo americano que introduza leis semelhantes.

A "US Animal Enterprise Protection Act" foi aprovada em 1992 para desencorajar a perturbação de actividades comerciais que utilizem animais. A lei é "realmente bastante antiquada", diz Mary Hanley, vice-presidente executiva da National Association for Biomedical Research, um grupo de pressão a favor da utilização de animais na investigação.

 

O activismo dos direitos dos animais tem crescido nos Estados Unidos ao longo da década passada diz ela: "É mais sofisticado e mais violento." A "Stop Huntingdon Animal Cruelty" (SHAC), um dos grupos britânicos mais conhecidos, é agora extremamente activo nos Estados Unidos, promovendo o mesmo tipo de táctica que se mostraram tão eficazes no Reino Unido.

"O governo britânico fez grandes progressos sobre este tema no ano passado", diz Hanley. "Gostaríamos de ver a mesma coisa acontecer aqui."

O Reino Unido tem uma longa história de activismo dos direitos dos animais. Na década passada, os apoiantes das experiências em animais têm sido atacados com tacos de baseball e receberam cartas-bomba em casa. A perseguição económica também tem vindo a aumentar nos últimos anos.

A Universidade de Oxford, por exemplo, foi fortemente atingida pelos protestos devido a um projecto de novas instalações para investigação biomédica, no valor de €18 milhões. No ano passado, os protestos levaram a que um dos empresários envolvidos na construção se retirasse do projecto. A nova proposta de lei deve impedir uma repetição desta situação, diz Barry Keverne, presidente do Comité da Royal Society sobre a Utilização de Animais em Investigação.

"O Reino Unido já tem as leis mais restritivas do mundo no controlo da utilização de animais na investigação", diz Colin Blakemore, chefe do Medical Research Council. "É essencial que os investigadores e todos os que trabalham com eles sejam capazes de continuar com o seu trabalho sem receio de intimidação", conclui ele. 

 

 

Saber mais:

Serious Organised Crime and Police Bill

Movimentos de defesa dos animais enfrentam o mundo

Cruel ou crucial?

 

 

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@ Born to be Wild & À Descoberta da Vida, 2005


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