2005-01-30

Subject: Consanguinidade é causa de muitas doenças modernas

News of the Wild

 

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Em destaque:

Consanguinidade é causa de muitas doenças modernas

 

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Muitas das doenças de que sofremos actualmente são o resultado dos nossos ancestrais não terem tido muitas alternativas no jogo do acasalamento, acreditam investigadores ingleses. 

A consanguinidade ao longos dos milénios acabou por nos deixar com um pobre controlo sobre os nossos genes, o que nos torna vulneráveis a doenças. Se tivéssemos tido um maior leque de escolha de parceiros, a selecção natural teria removido estas mutações prejudiciais, refere a equipa da Universidade de Bath.

A equipa analisou a forma como o DNA do Homem, macacos, ratazanas e ratos evoluiu. 

Descobriram que regiões chave do nosso DNA, que controlam a activação e desactivação de genes, foram alteradas por cerca de 140000 mutações naturais, nos últimos seis milhões de anos. Quando comparado com o DNA de ratazanas e ratos, o DNA humano e dos chimpanzés é muito menos rigorosamente controlado.

Os investigadores acreditam que a maioria das mutações prejudiciais ocorreram quando apenas uma pequena população de primeiros hominídeos, os primatas que caminhavam erectos e que mais tarde evoluíram para originar as linhagens de humanos e chimpanzés.

Por essa altura, deveriam existir menos de 10000 hominídeos com a possibilidade de acasalar entre si.

Em comparação, as ratazanas e os ratos tinham enorme abundância de parceiros e as mutações prejudiciais no DNA foram rapidamente eliminadas do fundo genético, segundo o estudo realizado por investigadores das Universidades de Bath, Edimburgo e Sussex.

Martin Lercher, um dos membros da equipa refere: "Estamos habituados a considerarmo-nos o pináculo da evolução mas notar que os roedores controlam os seus genes de forma muito mais precisa é, de alguma forma, colocar-nos no nosso lugar."

O investigador chefe Peter Keightley, da Universidade de Edimburgo, diz que apesar do Homem ter agora muito mais parceiros à escolha, é pouco provável que as mutações prejudiciais possam ser eliminadas num futuro próximo.

 

No entanto, ele considera que cada mutação apenas teve um efeito diminuto e que era provável que mutações benéficas também tenham sido seleccionadas durante a evolução humana, contrabalançando algumas das prejudiciais.

Ele considera que os efeitos foram mais preocupantes nos nossos parentes primatas mais próximos, os chimpanzés, gorilas e orangutangos, pois a acumulação de mutações prejudiciais se tornou um problema grave em pequenas populações isoladas e/ou em cativeiro. "Eles estão em risco eminente de extinção", diz ele.

Chris Tyler-Smith, do Wellcome Trust Sanger Institute, diz: "sabemos que o efectivo populacional no passado era muito reduzido, bem como que a selecção natural é menos eficiente em populações pequenas."

"Mas este trabalho é o primeiro a demonstrar as consequências: um controlo menos preciso da expressão dos genes no Homem. Mostra até que ponto são importantes muitas sequências genéticas." 

 

 

Saber mais:

Plos Biology

Bath University

Sanger Institute

 

 

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@ Born to be Wild & À Descoberta da Vida, 2005


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