2005-01-29

Subject: Ozono árctico pode atingir níveis mínimos

News of the Wild

 

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Ozono árctico pode atingir níveis mínimos

 

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As próximas semanas podem revelar a mais severa rarefacção da camada de ozono sobre o norte da Europa desde que há registo. A situação está a ser provocada pelas condições atmosféricas invulgares na alta atmosfera sobre o Árctico, alerta a European Ozone Research Coordinating Unit.

A estratosfera, onde existe a camada de ozono, tem sofrido o Inverno mais frio dos últimos 50 anos, para além de uma quantidade invulgarmente alta de nuvens, factores que aceleram a taxa de destruição da camada de ozono pelos químicos produzidos pelo Homem.

"As condições meteorológicas que temos presenciado assemelham-se, e até ultrapassam em alguns casos, as do Inverno de 1999-2000, quando se registou a pior perda de ozono de que há memória", diz Neil Harris, membro da unidade de estudo baseada na Universidade de Cambridge.

O ozono é uma molécula formada por três átomos de oxigénio, sendo responsável pela filtragem da radiação ultravioleta perigosa (com comprimento de onda inferior a 290 nanómetros), proveniente do Sol.

A molécula está constantemente a ser produzida e destruída na estratosfera, uma zona da atmosfera localizada entre os 10 e os 40 Km acima da superfície do planeta. Numa atmosfera não poluída, este ciclo de produção e decomposição está em equilíbrio.

No entanto, um vasto número de compostos químicos de origem humana, como os clorofluorocarbonetos (CFC) utilizados nos frigoríficos como gás refrigerante, nos sprays, como solventes e nos agentes insufladores de espumas, têm vindo a subir à estratosfera, onde são decompostos pelos raios solares.

Os átomos de cloro libertados pela decomposição destes químicos agem, em seguida, como catalisadores na decomposição do ozono.

De momento, a área onde a camada de ozono é particularmente fina está restringida por ventos, responsáveis em certa medida pelo isolamento do Árctico em relação ao restante sistema climático global.

Os cientistas dizem que esta barreira natural irá, no entanto, quebrar-se nas próximas semanas, logo a zona de fina camada de ozono irá alastrar para sul, cobrindo todo o norte da Europa, até ao Reino Unido.

Isto significa que muito maior quantidade de raios ultravioleta perigosos atingirão a superfície, potencialmente aumentando o risco de cancro de pele.

A incidência de melanoma maligno, o pior tipo de cancro de pele, tem vindo a aumentar de forma constante, mas até que ponto essa subida se pode associar a décadas de redução da camada de ozono não é algo que seja claro.

"Iremos avaliar os desenvolvimentos da situação a cada dia e informaremos o público e as autoridades se a situação se tornar preocupante", diz Harris.

O uso de químicos danosos para a camada de ozono é actualmente restrito por um tratado internacional, o Protocolo de Montreal, mas pode passar mais de meio século até que o nível desses químicos tenha descido o suficiente na atmosfera para permitir ao hemisfério norte ter uma camada de ozono completamente reparada.  

 

Outras Notícias:

Aquecimento e a evolução dos morcegos

Uma forte subida nas temperaturas globais há cerca de 50 milhões de anos pode ter sido responsável pela evolução dos morcegos, segundo o último número da revista Science. Este aquecimento está associado à explosão de diversidade dos mamíferos mas pouco se sabia da evolução dos morcegos.

Novos dados de DNA colocam a origem das 4 principais linhagens de morcegos num breve período do Eoceno, quando as temperaturas médias globais subiram cerca de 7ºC.

Os morcegos são 20% dos mamíferos actuais mas pouco se sabe da sua história evolutiva. Os cientistas, chefiados por Emma Teeling  da University College Dublin, na Irlanda, estima que cerca de 60% do registo fóssil dos morcegos está em falta.

A equipa propõe que os morcegos surgiram no antigo continente da Laurásia, possivelmente na zona que agora corresponde à América do norte. A sequênciação de genes sugere que as linhagens seguiram vias diferentes entre 52-50 milhões de anos atrás, uma altura conhecida pelo máximo térmico do Palaeoceno-Eoceno.

O clima mais ameno levou a um florescimento dos insectos e os morcegos desenvolveram técnicas de voo únicas e a ecolocação para os capturar, alegam os cientistas. 

Compararam o DNA das modernas famílias de morcegos para reconstruir as relações filogenéticas entre os morcegos pequenos, que utilizam a ecolocação, e os grandes, que não a usam, tendo concluído que os morcegos grandes emergiram posteriormente.

"Sugerimos que ... os morcegos pequenos se diversificaram em resposta a um aumento da diversidade de presas, e que a ecolocação e as técnicas de voo resultam da exploração diferencial de nichos ecológicos na época", escrevem na revista Science.

Nancy Simmons do American Museum of Natural History, refere: "Como predadores aéreos, capazes de capturar as presas em voo, teriam poucos competidores na noite rico em recursos do Eoceno."

Os ancestrais dos morcegos e dos outros mamíferos viveram durante o Palaeoceno, que se seguiu à extinção dos dinossauros. No entanto, nenhum fóssil desses animais foi alguma vez encontrado.

 

 

Saber mais:

European Ozone Research Coordinating Unit

British Antarctic Survey

Science

 

 

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@ Born to be Wild & À Descoberta da Vida, 2005


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